Entre 486 iniciativas, campanha do Centro de Ciências Agroveterinárias destaca-se entre 28 Práticas Inspiradoras
Programa de extensão é desenvolvido em Santa Catarina desde 2025, nas comunidades do Morro Grande, em Lages, e do Morro da Cruz, em Florianópolis. Fotos: Arquivo pessoal
A campanha
Áreas de Risco Resilientes: Prevenir é Resistir, desenvolvida pelo Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foi reconhecida como
Prática Inspiradora na
9ª edição da Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco, promovida pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério das Cidades (MCID). O resultado foi divulgado durante o evento Cidades sem Risco, realizado em São Bernardo do Campo-SP, no último sábado, 27.
Entre as 486 iniciativas inscritas em todo o país, 464 foram validadas e apenas 40 receberam reconhecimento nacional, 28 delas classificadas como Práticas Inspiradoras. A campanha do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Udesc Lages destacou-se pelas ações de prevenção de desastres, educação ambiental e fortalecimento da resiliência comunitária em áreas suscetíveis a movimentos de massa.
>>> Conheça todos os projetos destacados pela 9ª Edição da Campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco aqui
Sob coordenação da professora doutora Raquel Valério de Sousa, o programa de extensão é desenvolvido em Santa Catarina desde 2025, nas comunidades do Morro Grande, em Lages, e do Morro da Cruz, em Florianópolis. As atividades são realizadas em parceria com as Defesas Civis estadual e municipais, professores de diferentes áreas e acadêmicos extensionistas.
A iniciativa alia conhecimento científico e participação comunitária por meio da instalação de sistemas artesanais de monitoramento de chuvas e movimentação do solo, produção de materiais educativos, reuniões com moradores e lideranças comunitárias, além de ações voltadas à conscientização sobre riscos geológicos-geotécnicos e adaptação às mudanças climáticas. Segundo a professora, o reconhecimento nacional evidencia o compromisso da universidade com a transformação social. "Este prêmio tem um viés social muito importante porque envolve comunidades que vivem em situação de vulnerabilidade. Nosso objetivo é conscientizar os moradores sobre os riscos, fortalecer a resiliência dessas populações e implementar sistemas de monitoramento acessíveis e de baixo custo, permitindo que a própria comunidade acompanhe os sinais de alerta e atue de forma preventiva", afirma.
A docente ressalta, ainda, que a premiação representa o trabalho coletivo desenvolvido na universidade. "Esse reconhecimento é de toda a equipe de estudantes extensionistas, que atua de forma muito comprometida. Sem o empenho deles, esse resultado não seria possível. O programa também fortalece a extensão universitária ao aproximar os acadêmicos da realidade das comunidades, permitindo que coloquem em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação", destaca. Além da atuação direta nas comunidades, o programa prevê a continuidade das atividades até 2027, incluindo novos diagnósticos, mapeamentos das áreas mais críticas e ampliação dos sistemas comunitários de monitoramento e alerta.
Programa iniciou a partir de ações de extensão e amplia atuação em gestão de riscos e desastres
A campanha é resultado das experiências iniciadas durante as ações do Núcleo Extensionista Rondon por meio do projeto Universidade-Comunidade (UniCom), que visa a unir instituições de ensino e a sociedade para desenvolver soluções para demandas locais. A partir desse trabalho, foi desenvolvido um projeto-piloto com instalação de pluviômetros confeccionados com garrafas PET, estacas para monitoramento de deslocamentos do terreno e produção de cartilhas,
folders e
banners voltados à educação para prevenção de desastres.
Para professora Raquel, uma das principais conquistas do trabalho é proporcionar aos estudantes uma formação conectada às demandas reais da sociedade. "É nas comunidades que os acadêmicos conseguem compreender a dimensão social da profissão e contribuir diretamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas que mais necessitam desse conhecimento", observa.
Áreas de Risco Resilientes: Prevenir é Resistir é vinculado ao Departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária da udesc Lages e ao Grupo Coordenado em Gestão de Riscos e Desastres (Ceped/Udesc). O trabalho reúne estudantes, pesquisadores e instituições parceiras em iniciativas voltadas à redução de riscos em áreas vulneráveis, combinando diagnóstico geológico-geotécnico, monitoramento comunitário, educação ambiental, capacitação técnica e fortalecimento da cultura da prevenção.
Além das atividades junto às comunidades, o grupo também promove ações de formação voltadas a estudantes, profissionais e moradores. Entre elas está o Simpósio S.O.S Pet - Bem-estar e Cuidados com Animais em Situação de Riscos e Desastres, que amplia a abordagem do projeto ao discutir o resgate e a proteção de animais em situações de emergência, reconhecendo o bem-estar animal como parte da gestão integrada de riscos, da saúde pública e da proteção das comunidades.
Docente levou experiência do projeto ao Challenge Udesc
A atuação do Áreas de Risco Resilientes: Prevenir é Resistir também esteve presente na segunda edição do Challenge Udesc. Além do reconhecimento nacional obtido pelo projeto de extensão, a professora Raquel Valério de Sousa coordenou uma das equipes da Udesc Lages que participaram da competição, realizada nos dias 18 e 19 de junho, em Ibirama.
O Centro de Ciências Agroveterinárias foi representado pelas equipes Ambientalize-se, coordenada pela professora Raquel, e Projeta Ambiental Jr., acompanhada pela servidora e mentora Ana Paula Puhl Sehn, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). Durante a competição, estudantes de diferentes centros da Udesc desenvolveram propostas para solucionar desafios apresentados pela Prefeitura de Ibirama. As demandas concentraram-se em áreas como planejamento urbano, defesa civil, mobilidade, educação e desenvolvimento social.
A equipe Ambientalize-se trabalhou em uma proposta integrada envolvendo as secretarias de Planejamento Urbano, Bem-Estar Social e Defesa Civil. O objetivo foi tornar mais ágil o acesso às informações utilizadas na tomada de decisões relacionadas à gestão territorial e às áreas de risco.
Segundo professora Raquel, a experiência permitiu aos acadêmicos desenvolver soluções para problemas reais da administração pública, em um ambiente colaborativo e multidisciplinar. Antes da etapa presencial, os participantes passaram por capacitações e mentorias
on-line para preparação das propostas apresentadas à banca avaliadora.
Continuidade
A partir do reconhecimento nacional com o destaque pelo Cemaden e da participação no Challenge Udesc, colocando em prática uma série de conhecimentos desenvolvidos em anos de pesquisa e aprimorados em atividades junto às comunidades, a expectativa da equipe é ampliar as ações desenvolvidas e fortalecer a articulação entre universidade, órgãos públicos e moradores para consolidar a cultura da prevenção de desastres e da adaptação às mudanças climáticas.
Entre as próximas ações previstas está o evento
S.O.S Pet - Bem-estar e Cuidados com Animais em Situação de Riscos e Desastres, que ocorre nos dias 21 e 22 de agosto de 2026. Gratuito e aberto a estudantes, profissionais e comunidade em geral, o simpósio integra o projeto Prevenir é Resistir e promoverá debates, oficinas e simulações voltadas ao resgate e cuidado de animais em situações de risco e desastre.
Interessados podem acessar o grupo de WhatsApp por meio
DESTE LINK. Para mais informações sobre este evento e demais iniciativas do grupo, acesse o perfil de Instagram do Projeto
NESTE LINK. O e-mail de professora Raquel é
raquel.sousa@udesc.br.
>>> Saiba tudo sobre o S.O.S Pet aqui
Assessoria de Comunicação da Udesc Lages
Jornalista Carla Simone Doyle Torres
E-mail: comunicacao.cav@udesc.br
Telefone: (49) 3289-9130