Segunda edição do encontro debateu a formação integral do engenheiro e as novas tecnologias
A programação do segundo e último dia do fórum teve início de manhã, com a mesa redonda “Formação integral no ensino de Engenharia: competências técnicas, humanas e sociais”, quando os engenheiros Romeu Hausmann (Universidade Regional de Blumenau), Rafael Pacheco dos Santos (Udesc Alto Vale) e Carlos Frederico Fronza (Abee) foram unânimes em reconhecer a urgência na formação de competências socioafetivas durante o percurso acadêmico dos futuros profissionais, uma vez que o ensino de graduação em Engenharia tem se dedicado quase estritamente à capacitação e mesmo à especialização de habilidades técnicas e científicas.
O fórum retomou trabalhos à tarde com a mesa redonda “A formação em engenharia e os diferentes caminhos profissionais”, quando os engenheiros Suzane Carolyne Gorges (Engenharia Naval pela UFSC), Gustavo Beletatti (Engenharia Mecânica pela Udesc) e Fabricio Noveleto (Engenharia Elétrica pela Udesc) fizeram relatos individuais das suas experiências como recém-egressos da academia, atuantes nos setores da pesquisa e da docência, do empreendedorismo e no atendimento das demandas do mercado de trabalho. A discussão apresentou um panorama dinâmico das oportunidades para o ingresso na carreira de engenheiros recentemente graduados e enfatizou valores como a iniciativa, a inovação e o compromisso com o desenvolvimento pessoal como diferenciais de sucesso.
As reflexões de encerramento e a síntese do Fórum das Engenharias 2026 foram conduzidas por André Bittencourt Leal (diretor de Pesquisa e Pós-graduação da Udesc Joinville), por Julice Dias (pró-reitora de Ensino da Udesc) e por Raphael Schlikmann (superintendente de Graduação e Educação Básica da UFSC). Os gestores destacaram o papel de excelência da universidade na profissionalização de novos engenheiros, reforçaram a necessidade da interdisciplinaridade no ensino superior e reconheceram o longo caminho que ainda precisa ser percorrido na direção de uma graduação que, além das especificidades técnicas, contemple também os aspectos éticos, sociais, políticos e emocionais de uma formação cidadã.
“Avalio o Fórum das Engenharias 2026 de maneira bastante positiva: o evento abriu espaço para discussões sobre o futuro do ensino de Engenharia e sobre as novas tecnologias, com destaque para a inteligência artificial. Ficou evidente a importância das habilidades socioemocionais na formação profissional, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais”, diz Fabíola Corrêa Viel, diretora de Ensino de Graduação da Udesc Joinville. “Esta segunda edição do fórum trouxe reflexões mais aprofundadas, favorecidas por um tempo maior para os debates e pela presença de docentes de diferentes centros da Udesc, o que contribuiu para a diversidade de perspectivas e a riqueza das discussões”. Para a diretora, deve-se dar continuidade a esses espaços de diálogo sobre a formação em Engenharia e procurar ampliar a participação da comunidade acadêmica, fortalecendo coletivamente suas reflexões.
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