Pesquisadores, estudantes e profissionais interessados em apresentar trabalhos no
5º Seminário Catarinense de Educação em Redução de Riscos e Desastres ganharam mais alguns dias para participar do evento. O prazo para submissão foi prorrogado até segunda-feira, 28. O seminário será realizado de 21 a 23 de outubro, no Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Ibirama.
Com o tema “Educação e Território: Fortalecendo a Redução de Riscos e Desastres”, o evento reunirá pesquisadores, estudantes, profissionais, gestores públicos, representantes de escolas e da Defesa Civil, além da comunidade, para discutir prevenção, preparação e resposta diante de situações de risco e desastre.
A submissão de trabalhos é coordenada pelo Comitê Técnico-Científico do seminário, do qual participa a professora Amanda Cristina Pires, do
Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed). Geóloga de formação, Amanda também coordena o Laboratório de Estudos de Riscos e de Desastres e Ambientes Costeiros (LabRed Cost) e desenvolve trabalhos diretamente com comunidades e áreas de risco.
Para a professora, ampliar a produção e a circulação de conhecimento sobre o tema é fundamental diante da diversidade de fenômenos que atingem o território catarinense e brasileiro.
“Temos uma diversidade de fenômenos que afetam o território, como granizo, estiagem, seca e deslizamentos, alguns deles com registro de óbitos. Precisamos desenvolver atividades que contribuam para uma maior proteção diante desses fenômenos”, destaca.
Segundo Amanda, o debate sobre redução de riscos envolve também as condições sociais e territoriais que podem ampliar seus impactos.
“O que temos discutido dentro da Geografia é que as consequências e os efeitos dos fenômenos estão relacionados também à forma como o território é ocupado e utilizado”, explica.
Nesse sentido, a pesquisadora destaca que o campo tem evitado o uso da expressão “desastres naturais”.
“Os desastres são socialmente construídos, assim como as áreas de risco. Por isso, cada território precisa ser estudado considerando suas características particulares”, afirma.
Quatro eixos temáticos
Os trabalhos submetidos ao seminário estarão relacionados aos quatro eixos temáticos do evento, que incluem discussões sobre ações de prevenção, preparação das comunidades em áreas de risco, simulados de desastres e logística humanitária.
As ações de prevenção também ganham relevância diante das mudanças climáticas e das alterações nos padrões atmosféricos e meteorológicos. Em Santa Catarina, por exemplo, determinados eventos associados ao El Niño podem contribuir para concentração de chuvas, enquanto outras regiões brasileiras podem enfrentar períodos de seca.
“Precisamos pensar na prevenção para além de um fenômeno específico. As mudanças climáticas e as alterações atmosféricas e meteorológicas precisam estar presentes nessa discussão”, ressalta Amanda.
Outro aspecto destacado pela professora é a necessidade de preparar as comunidades para reconhecer os riscos e compreender os alertas emitidos pelos órgãos responsáveis. Os simulados também fazem parte desse processo, permitindo que diferentes regiões desenvolvam estratégias de preparação e resposta.
Para Amanda, a articulação entre instituições é essencial nesse trabalho.
“Considero que Santa Catarina avançou muito na gestão de riscos e desastres com a articulação entre instituições que desenvolvem os diferentes componentes da gestão de riscos”, avalia.
Universidade tem papel na cultura de prevenção
A professora também destaca a contribuição das universidades para a gestão de riscos e desastres, especialmente por meio da pesquisa, da extensão e da aproximação com comunidades e instituições públicas.
“É responsabilidade da universidade articular com outras instituições e desenvolver uma cultura de risco, por meio de projetos de pesquisa, atualização dos mapeamentos de risco e conhecimento das áreas. Cada local tem um aspecto particular sobre o risco e precisa ser estudado individualmente”, afirma.
A aproximação com a Defesa Civil é apontada como parte importante desse processo. Para Amanda, a universidade pode contribuir para ampliar o conhecimento disponível e fortalecer as ações de prevenção, especialmente diante da limitação de recursos humanos enfrentada pelos órgãos responsáveis pela gestão de riscos.
Os trabalhos selecionados serão apresentados durante o seminário em formato de pôster eletrônico em totem.
Submissões até 28 de setembro
Os interessados em apresentar trabalhos têm até segunda, 28, para encaminhar suas propostas. As orientações para submissão, os eixos temáticos, a programação e as informações sobre inscrição estão disponíveis no
site oficial do evento.
Promovido pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex) da Udesc, por meio do Grupo Coordenado em Gestão de Riscos e Desastres (Ceped), em parceria com a Udesc Alto Vale, o seminário terá atividades de 21 a 23 de outubro, na Udesc Alto Vale e no Clube União, em Ibirama.
Serviço
5º Seminário Catarinense de Educação em Redução de Riscos e Desastres
Data: 21 a 23 de outubro
Local: Udesc Alto Vale - Ibirama e Clube União
Submissão de trabalhos: até 28 de setembro
Apresentação: pôster eletrônico em totem
Vagas: 300 presenciais
Programação, inscrições e submissões:
no site
Assessoria de Comunicação da Udesc Faed
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.faed@udesc.br
Fone: (48) 3664-8512