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Centro de Ciências da Saúde e do Esporte

Notícia

30/11/2017-11h42

Mestranda de Zootecnia da Udesc Oeste elabora estudo sobre mel de abelhas sem ferrão

 
Mel de abelhas sem ferrão pode ter grande variação no conteúdo de açúcares redutores - Foto: Ascom Cidasc
A aluna Thaisa Pavan Batiston, do Mestrado em Zootecnia do Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Chapecó, elaborou um estudo sobre a qualidade do mel de abelhas sem ferrão, com destaque para aroma, sabor e propriedades antibacterianas diferentes.

O artigo, que recebeu orientação da professora Denise Nunes Araújo, informa que essas abelhas são nativas da América Central, América do Sul, África, Ásia e nordeste da Austrália, havendo mais de 200 espécies diferentes e frequentemente sendo criadas para a produção de mel.

A mestranda observa que, devido à falta de conhecimento sobre o mel elaborado pelas abelhas sem ferrão, o produto não está incluído nos padrões nacionais e internacionais de qualidade pelos órgãos fiscalizadores.

No entanto, ressalta, a Comissão Internacional do Mel está buscando estabelecer padrões de qualidade de produtos de abelhas melíferas, incluindo as sem ferrão.

Aspectos

De acordo com Thaisa, o mel produzido por abelhas sem ferrão difere em muitos aspectos do produto elaborado por abelhas do gênero Apis, como a forma de armazenamento em potes de cerume, feitos de cera e própolis, já que, no processo de elaboração do mel, existem reações que modificam o néctar coletado.

O mel de abelhas sem ferrão pode apresentar grande variação no conteúdo de açúcares redutores, com valores inferiores aos exigidos pela legislação brasileira, e o mesmo acontece com o teor de umidade, que é característico segundo cada espécie de abelha sem ferrão.

"De um modo geral, o teor de umidade dessas espécies  é maior quando comparado ao de abelhas apismelífera, variando entre 22,30 a 34,10%, mesmo mantida em clima seco como o da Região Nordeste", destaca a acadêmica da Udesc Oeste.

Quanto aos níveis de HMF – indicador de aquecimento e modificação decorrente do armazenamento incorreto do mel – o produto da abelha sem ferrão apresenta menor teor em relação ao da apismelífera, justificado pela maior acidez e maior atividade da água.

Quanto à cor, o mel pode variar em função da origem floral, dos minerais presentes, da forma de armazenamento, da exposição à luz e das reações enzimáticas, que podem tornar o produto mais escuro. 

Particularidades

De modo geral, destaca o trabalho da aluna da Udesc Oeste, o mel de abelhas sem ferrão tem particularidades que conferem sabor, aroma e propriedades antibaceterianas diferentes do mel de abelha apismelífera.

Além disso, o mel, quando armazenado com o teor de umidade adequado – abaixo de 20%, é um produto extremamente durável e pode ser exposto em prateleiras sem problemas para o consumo.

"Uma alternativa para diminuir o teor de umidade do mel de abelhas sem ferrão pode ser ser a desumidificação", sugere a pesquisa. Outros estudos revelam que esse processo não altera a qualidade e a aceitabilidade do mel.

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