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Centro de Ciências da Saúde e do Esporte

Notícia

02/06/2017-17h13

Pesquisas do Mestrado em Fisioterapia da Udesc são apresentadas em congresso sobre saúde da mulher

 
Estudos de Tatiane de Sousa e Raquel Wolpe abordam endometriose e disfunção sexual feminina – Foto: Divulg. 
Duas pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foram apresentadas em um congresso de ginecologia e obstetrícia em Praga, na República Tcheca, entre 25 e 27 de maio.

Desenvolvidos no Laboratório de Saúde da Mulher (Lasam) da Udesc Cefid, os trabalhos das fisioterapeutas Tatiane Regina de Sousa e Raquel Wolpe, que abordam o efeito da acupuntura em mulheres com endometriose e disfunção sexual feminina no Brasil respectivamente, e foram apresentados no BIT’s 5th International Congress of Gynaecology and Obstetrics 2017.

Orientadora dos dois trabalhos, a professora Fabiana Flores Sperandio conta que as profissionais foram convidadas para participar do congresso especialmente pela equipe editorial e organização do evento.

“Foi a primeira vez que nosso laboratório teve uma representação tão significativa internacionalmente e ficamos muito contentes com o impacto dessas pesquisas lá fora. Para nós foi uma grande felicidade”, comentou.

Acupuntura aliviou sintomas

A pesquisa de Tatiane descreve o efeito da acupuntura na endometriose, doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial que reveste a camada interna do útero, em outras regiões do corpo como: intestino, trompas, bexiga, e, em casos raros, pode atingir até o cérebro.

A doença afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva e demora de 4 a 8 anos até ser diagnosticada. Ainda não existe cura e o tratamento, apenas paliativo, serve para evitar as cólicas que podem aparecer em qualquer período do ciclo, mas se acentuam durante a menstruação.

Neste trabalho as mulheres que receberam cinco sessões de acupuntura tiveram alívio das cólicas, das dores durante a relação sexual e melhoraram a qualidade de vida em comparação com as mulheres que faziam uso apenas de anticoncepcionais.

Disfunção sexual pode comprometer qualidade de vida

Já o trabalho de Raquel teve como coautoras Kamilla Zomkowski, Fabiana Pinheiro Silva, Ana Paula Adriano Queiroz e Fabiana Flores Sperandio, e faz parte de sua dissertação de mestrado.

No estudo, a autora faz uma revisão de artigos que verificaram a prevalência de disfunção sexual feminina no Brasil e detectaram variações de 13,3% a 79,3% em diferentes populações.

Segundo Raquel, a disfunção sexual feminina pode causar decréscimo na vida social, e consequentemente comprometer a qualidade de vida, e deve ser considerada um problema de saúde pública.

Há a necessidade, concluiu o estudo, de os profissionais da saúde conhecerem o público-alvo e as estatísticas relacionadas ao problema para possibilitar a execução de abordagens de prevenção e promoção da saúde sexual.

Mais de 300 pesquisadores de diversos países

O BIT’s 5th International Congress of Gynaecology and Obstetrics 2017 recebeu mais de 300 pesquisadores de países como Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Japão, Rússia e Suécia.

A programação contou com simpósios, painéis de discussão, apresentação de pôsters e fóruns, e abordou assuntos relacionados à medicina materno-fetal, reprodutiva, obstétrica e oncologia ginecológica.

Com o tema “Fortalecendo a Saúde da Mulher”, o objetivo do evento foi oferecer aos profissionais uma plataforma para aprender mais sobre o assunto e a oportunidade de conhecer outros estudiosos da área. 

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