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Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí

Notícia

07/05/2021-19h14

Professora da Udesc relata desafios de ser mãe e docente durante a pandemia

 
Georgia Sehn, professora da Udesc Oeste, deu à luz   bebê Caetano no início de abril - Foto: Arquivo pessoal
A gente não nasce sabendo ser mãe, ao contrário. Essa função só se aprende na prática, no exercício dela. A maternidade é o novo papel na vida de Georgia Ane Raquel Sehn, 36 anos, professora do Departamento de Engenharia de Alimentos e Engenharia Química do Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Seu filho, Caetano, nasceu no último 7 de abril e inaugurou uma nova etapa na trajetória da docente, em meio aos desafios impostos pela profissão e também pela pandemia do novo coronavírus.

A professora afirma que, durante a gestação, viveu uma mistura de sentimentos que se alternavam. "Sentir o Caetano se mexer dentro da minha barriga e ouvir o som dos batimentos cardíacos a cada ultrassom foram experiências fantásticas", relata. Por outro lado, Georgia passou noites em claro, pois sentia dores que tiravam o sono, além de medo pelo perigo da Covid-19. "Na época, havia muitos casos ativos em Chapecó, onde moro, e escassez de leitos", lembra.

A docente conta que o receio de se contaminar era imenso. "Não saía de casa e queria que o Caetano ficasse o máximo de tempo possível dentro da barriga para nascer quando tudo estivesse mais calmo", diz. De tanto rezar, Geogia foi abençoada. "Quando ele nasceu, a situação estava mais controlada. O parto foi da maneira que sonhei, esqueci da pandemia e fiquei encantada com aquele ser que chegou para completar nossa família", relata.

Dia a dia da maternidade

Georgia, hoje com seu filho nos braços, não consegue mensurar ou definir o amor que sente por ele. "É inexplicável, costumo dizer que é a experiência mais maravilhosa e angustiante que já vivi", destaca. Segundo ela, a pandemia intensificou seu instinto protetor. "Mães de primeira viagem costumam ser excessivamente zelosas, somado a isso há o medo do filho entrar em contato com o coronavírus", diz.

Ela e seu marido, João, acabaram por restringir ainda mais o contato com familiares e amigos por conta do nascimento de Caetano. "Os avós auxiliaram nas duas primeiras semanas e agora eu e o pai nos revezamos nas mamadas, trocas de fralda, colo e muito amor", afirma.

Após o nascimento, parte das dores e angústias foi substituída por um novo sentimento, de amor. "A cada dia, meu filho e eu nos conhecemos melhor, eu o amo um pouco mais e me reconheço como mãe do Caetano."

Maternidade e docência

Georgia conta que está em licença-maternidade pela Udesc, mas nota que professoras/pesquisadoras ainda são tratadas de maneira desigual no meio acadêmico perante a produtividade científica por conta dessa condição. 

"Ainda existe muita desigualdade no meio acadêmico, já que, durante o período de licença e mesmo depois, as mulheres costumam ser as principais responsáveis pelos cuidados dos filhos pequenos. E, durante esse período, é difícil produzir e publicar trabalhos científicos", pondera.

Por outro lado, Georgia está otimista. "Recentemente, tivemos a inclusão de um campo no Currículo Lattes onde pode ser adicionado o período de licença-maternidade. Esse já é um passo importante para essas profissionais que querem se tornar mães", conclui.

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* Entrevista e texto da jornalista Celia Penteado, da Ascom Udesc
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