Equipe do Projeto Mancala apresentando jogos africanos
para a comunidade do quilombo. Foto: Divulgação
Professores e estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) visitaram o quilombo Morro do Boi, no bairro Nova Esperança, em Balneário Camboriú (SC), no sábado, 7. O objetivo foi fortalecer os vínculos entre a universidade e a comunidade, por meio do diálogo e troca de experiências.
A ação contou com as equipes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) e do Projeto Mancala, da Udesc Balneário Camboriú.O projeto envolve a produção de materiais didáticos e a realização de oficinas em escolas públicas com o uso de tabuleiros africanos milenares.
Para a diretora de Extensão da Udesc Balneário Camboriú, Débora Esteves, a ação é um exemplo do engajamento da universidade em causas sociais. “Nos orgulhamos de ser engajados nas causas antirracistas, com um Neab atuante, uma biblioteca com acervo focado em autores negros e um projeto de extensão inovador que promove a cultura afro por meio do Projeto Mancala”, afirma.
Sobre o encontro
Na visita, a equipe do Projeto Mancala apresentou a iniciativa, que é coordenada pelo professor da universidade Damianni Sebrão. “Este projeto se baseia nos princípios da decolonialidade, resgatando e valorizando saberes ancestrais e estimulando formas de pensar, aprender e conviver.”, explica o professor.
Após a apresentação do projeto, a diretora destacou o potencial do encontro para contribuir com o futuro da comunidade. Segundo Débora, considerando a previsão de o Morro do Boi se tornar um ponto de cultura, iniciativas podem ter um papel importante nesse processo.
“A visita reforça o olhar da universidade para o território onde está inserida, incentivando a promoção de iniciativas que valorizam a diversidade cultural, a justiça social e o reconhecimento das comunidades tradicionais da região”, pontua.
O quilombo Morro do Boi
Na identificação da localidade do quilombo foram consideradas as coordenadas geográficas que circunscrevem o próprio Morro do Boi. A comunidade teve seu reconhecimento oficial consolidado em novembro de 2023 por meio de portaria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
O processo teve como base a certificação concedida em 2009 pela Fundação Cultural Palmares, além de estudos antropológicos que confirmaram a descendência de pessoas escravizadas entre os moradores da localidade.
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