A comunidade acadêmica do
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), escolheu nesta quinta-feira, 2, a Chapa 1 “Orgulho de Ser Esag” para a Direção-Geral do centro no período de 2026 a 2030. A eleição foi realizada de forma presencial, das 9h às 21h, no auditório da Esag, em Florianópolis, e nos polos de apoio localizados em Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Otacílio Costa, Praia Grande e Treze Tílias, das 17h às 21h.
A chapa vencedora é liderada pelo professor Leonardo Secchi, eleito diretor-geral, e formada ainda pelos professores Fernando Pozzobon (Direção de Ensino de Graduação), Rafael Tezza (Direção de Pesquisa e Pós-Graduação), Patrícia Vendramini (Direção de Extensão) e pela técnica universitária Roberta Kloster (Direção de Administração).
O mandato terá início em 1º de março de 2026 e seguirá até 28 de fevereiro de 2030.
“Os próximos quatro anos serão dedicados à preparação da ESAG para o futuro, com a transformação digital e a assimilação da Inteligência Artificial nos processos de ensino, pesquisa, extensão e gestão, além da ampliação e qualificação do espaço físico da Escola, bem como a recomposição do quadro docente e do quantitativo de técnicos-administrativos” destaca o professor Secchi.
Foram contabilizados 423 votos válidos, distribuídos entre servidores docentes, técnicos administrativos e discentes. A chapa recebeu 47 votos de professores, 40 de técnicos e 317 de estudantes. O pleito registrou ainda 10 votos nulos e 9 votos em branco. O colégio eleitoral da Udesc Esag era composto por 69 docentes, 43 técnicos administrativos e 1711 estudantes, totalizando 1823 votantes .
Plano de gestão foi construído com base em conversas com a comunidade acadêmica
Durante a campanha, a Chapa 1 destacou propostas voltadas para a ampliação da equipe técnica e do espaço físico da Udesc Esag, além do fortalecimento da integração entre ensino, pesquisa, extensão e gestão administrativa. O plano de gestão também foi apresentado como um documento colaborativo, construído com a participação de professores, técnicos e estudantes.
O atual diretor da Esag, professor Julibio Ardigo, ressaltou a relevância do momento para a unidade. “A eleição é um processo democrático essencial para o futuro do nosso centro. A comunidade acadêmica participou ativamente e escolheu o caminho que deseja para os próximos anos”, afirmou.
Com a vitória, a nova gestão se prepara para transformar o conteúdo do plano de gestão em um plano de metas, para que toda a comunidade possa acompanhar a implementação dos programas e ações prioritárias.
O professor Leonardo Secchi concedeu uma entrevista ao Núcleo de Comunicação (Nucom) da Udesc Esag.
Núcleo de Comunicação (Nucom) – Professor, qual foi a principal motivação para colocar o seu nome à disposição nesse processo eleitoral?
Leonardo Secchi - Como professor de administração pública, que estuda modernização administrativa e boas práticas de gestão, coloquei meu nome à disposição para servir a comunidade Esaguiana e articular com professores, técnicos e estudantes as mudanças acadêmicas e de gestão necessárias para o enfrentamento dos desafios contemporâneos. A Udesc Esag é uma ótima escola de administração, com um corpo técnico primoroso, docentes que são referências nacionais em seus campos de conhecimento, e temos um corpo discente que já chega bastante qualificado pelo filtro de entrada. Nosso papel será orquestrar essa qualidade humana e desenharmos juntos a Esag do futuro. Com o professor Rafael Tezza, na Direção de Pesquisa e Pós-graduação, o professor Fernando Pozzobon, na Direção de Ensino de Graduação, a professora Patrícia Vendramini, que já vinha fazendo um bom trabalho e continuará na Direção de Extensão, e a Roberta Kloster, que tem uma excelente capacidade técnica e conhecimento administrativo, acredito que formamos um time muito coeso e propositivo para colocar em prática aquilo que nos propormos para os próximos 4 anos de mandato.
Nucom - Nesse processo na campanha, o senhor teve esse cuidado de passar em cada um dos setores, ouvir as demandas de cada segmento. Como foi essa construção do plano de gestão? É possível identificar aí um principal desafio entre tantos que virão?
Secchi - Sim, a comunidade toda foi ouvida, os técnicos, os professores, os alunos participaram pelos vários canais que nós abrimos, para fazer as escutas, o formulário de sugestões, as nossas conversas com os setores, e o diagnóstico junto à atual equipe de gestão liderada pelo professor Julíbio. A atual gestão, e todos os servidores da Esag, foram muito colaborativos em passar um diagnóstico bastante preciso para a gente entender o tamanho dos desafios que estão chegando. Eu posso enumerar três grandes desafios. O primeiro, bastante visível, é a questão de infraestrutura física. O nosso espaço físico está limitado. Isso é uma demanda de todas as entidades estudantis, dos professores, do corpo técnico, os grupos de pesquisa, os grupos de extensão, a Udesc Esag está crescendo e precisa de mais espaço físico. O segundo é a questão do quantitativo de servidores técnicos administrativos. A gente tem vários setores estrangulados, precisamos recompor o quadro de pessoal, fruto de aposentadorias. Um exemplo evidente é a secretaria acadêmica, mas também temos necessidades que virão no âmbito da pós-graduação, com a criação do mestrado em Economia, além da área de recursos humanos, e apoio ao nosso Ensino a Distância (EaD). Na parte qualitativa a Esag está muito bem, mas no quantitativo a gente precisa melhorar. Desenhamos uma série de estratégias no plano de gestão para a recomposição deste quadro, juntamente com diálogos com a Reitoria, ou mesmo buscar atrair servidores da Udesc que estão cedidos a outros órgãos, para que voltem para a Universidade, pois a Esag é um ambiente muito agradável e humano de convívio. E o terceiro desafio não específico apenas para a Esag ou para a Udesc, que é cenário de transformações da educação superior, que envolvem o valor social do diploma, o papel da pesquisa, a vinculação com a comunidade e os impactos da inteligência artificial. As universidades passarão por uma verdadeira transformação dos seus processos acadêmicos e de gestão, e buscaremos posicionar a Esag como protagonista na experimentação e assimilação destas mudanças que virão.
Nucom – Estamos num momento em que se questiona, por parte de diversos setores, a própria universidade pública. Qual é o papel da Udesc Esag nesse sentido, a principal contribuição em termos sociais, os impactos sociais do que é produzido aqui dentro na sua avaliação?
Secchi – As universidades, e a ciência como um todo, estão passando por uma crise de legitimidade junto à sociedade. Então, o nosso papel enquanto Udesc Esag, é transformar esta crise em oportunidade, fazer do “limão uma limonada”. Temos que ser capazes de mostrar para a sociedade todo valor que produzimos de maneira bastante qualificada em projetos de extensão que atingem a comunidade, projetos de pesquisa básica e aplicada, projetos na área da sustentabilidade para que sociedade perceba o quão essencial é o trabalho realizado pelos nossos professores, técnicos e alunos. E o ensino, que é o nosso carro-chefe, é o motivo de existência primária da universidade, tanto o ensino de graduação quanto de pós-graduação, a precisamos reposicioná-lo, atualizá-lo, para que o ensino seja valorizado aqui dentro pela própria comunidade esaguiana, bem como externamente pelas instituições parceiras, entidades governamentais e do terceiro setor, que são os destinatários das pessoas aqui formadas. Neste processo, um elemento fundamental é a comunicação, a nossa capacidade de fazer com que a comunidade perceba a qualidade que a Esag já produz aqui. Então, de uma maneira prática, a comunicação é um elemento bem importante para que essa identidade, essa marca histórica da Udesc Esag continue brilhando.
Nucom – O senhor fala em marca histórica, a Udesc Esag carrega um peso no seu nome como referência, como tradição. E para o futuro, qual é a Udesc Esag possível vislumbrar nos seus sonhos, professor?
Secchi – A Udesc Esag construiu uma marca muito forte ao longo dos tempos, especialmente aqui na Grande Florianópolis e em Santa Catarina, é uma marca que tem a sua visibilidade e valor. Por uma questão de política institucional da comunicação da universidade, o foco hoje está mais na universidade, na Udesc. Então o nosso papel enquanto futura gestão da Esag, é revalorizar o patrimônio simbólico que foi construído por professores, técnicos e todos os egressos que têm muito orgulho de ser esaguianos. Nosso desejo é que essa marca, esse valor simbólico, seja percebido por todos os catarinenses, pelos agentes governamentais, pelas entidades comerciais como FIESC, Fecomércio, SEBRAE, pelas organizações sociais, como escola de excelência. Então prioritariamente temos que focalizar Santa Catarina, que é nosso patrão, mas temos que expandir nossa comunicação para que este valor seja percebido nacionalmente e internacionalmente. Hoje Florianópolis e Santa Catarina atraem pessoas do Brasil inteiro, pela sua qualidade de vida, segurança, inovação, e a Esag pode ser mais um ímã de atração de talentos humanos, bem como de recolocação destas pessoas que passam por aqui para se realizarem no mercado de trabalho. Que venham estudar, trabalhar, que venham abraçar a nossa cidade, o nosso estado, pois a Udesc e o nosso centro são espaços muito importantes para que Santa Catarina exerça uma liderança e protagonismo também no âmbito nacional.
Nucom - Obrigada, professor. Parabéns, sucesso na gestão. Algo que não perguntamos e ainda é importante de ser dito?
Secchi - Agradecer os votos de confiança de todos, engajamento de todos os técnicos, professores e alunos. Fica o nosso compromisso, a partir de março de 2026, de continuar esse processo colaborativo, consultivo, para o desenho coletivo e implementação da Esag do futuro. Nosso papel é servir, fazer as coisas funcionarem, dar as condições para nossa comunidade esaguiana possa implementar seus projetos com sustentabilidade ao longo do tempo.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br