O Conselho de Centro do
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), decidiu nesta quinta-feira, 14, pelo não prosseguimento da proposta de implantação do curso de Direito na unidade, em Florianópolis.
A decisão ocorreu após debate aberto ao público promovido pela direção da Udesc Esag na última segunda-feira, 11, que reuniu estudantes, professores, técnicos universitários e membros da comunidade externa para discutir os impactos da possível criação do novo curso.
Durante a reunião do conselho, prevaleceu o entendimento de que a Udesc Esag deve continuar buscando crescimento e fortalecimento institucional, mas que, antes de ampliar sua oferta de cursos, precisa enfrentar limitações estruturais e administrativas já existentes.
Entre os principais argumentos apresentados pelos conselheiros estiveram as carências atuais de espaço físico, a necessidade de ampliação do quadro de técnicos universitários e professores, além da preocupação com a capacidade de manutenção da qualidade das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão já desenvolvidas pela unidade.
Os defensores da posição vencedora argumentaram que a expansão acadêmica deve ocorrer de forma planejada e sustentável, priorizando inicialmente a consolidação das condições internas da escola.
Reunião reconheceu argumentos favoráveis e contrários
O diretor-geral da Udesc Esag, professor Leonardo Secchi, foi o relator do processo na reunião desta quinta. O parecer lido por ele reconheceu que há argumentos consistentes tanto favoráveis quanto contrários à retomada da proposta do curso de Direito na Udesc Esag.
Dentre os argumentos contrários, destacaram-se principalmente: a falta de estrutura física e de pessoal na Udesc Esag, o risco de prejudicar os cursos atuais; o alto custo institucional; a possibilidade de dispersão da identidade acadêmica do Centro e saturação do mercado jurídico catarinense.
Os argumentos favoráveis apontaram: a relevância social de um curso público de Direito; a importância estratégica do crescimento institucional da Udesc Esag; o fortalecimento político e orçamentário do Centro dentro da Udesc; além da oportunidade de expansão em um momento considerado favorável na universidade.
O relator sustentou que a decisão em debate não significaria criação imediata do curso, apenas permitir que a Udesc Esag mantenha protagonismo institucional e realize estudos de viabilidade acadêmica, administrativa e financeira.
Feitas as discussões, os integrantes do Conselho de Centro manifestaram-se e votaram: foram ao todo sete votos favoráveis e 12 votos contrários.
Entenda o caso
A discussão sobre a criação do curso de Direito retornou à pauta da universidade neste ano após consulta da Reitoria da Udesc aos centros de ensino sobre propostas de cursos que haviam tido sua tramitação suspensa anteriormente.
No caso da Udesc Esag, a proposta do curso de Direito havia sido interrompida em 2013, quando o Conselho Universitário (Consuni) decidiu sobrestar temporariamente a tramitação de novos cursos em diferentes centros da universidade. À época, a medida ocorreu em meio a limitações orçamentárias e à ausência de critérios institucionais consolidados para expansão da graduação.
Para o diretor-geral da Udesc Esag, Leonardo Secchi, a discussão envolveu uma análise estratégica sobre o futuro do centro.
"A mensagem que os conselheiros me passaram foi: 'a Esag quer crescer, mas antes precisa suprir suas carências atuais, especialmente de espaço físico e recomposição do quadro de servidores'", destacou.
Com a deliberação do Conselho de Centro, a Udesc Esag formalizará seu posicionamento institucional à Reitoria da Udesc até segunda-feira, 18.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br