Nesta terça-feira, 2, das 15h às 17h, os pesquisadores Marcelo Barcelos e Gisiela Klein participam de um bate-papo online sobre Ciência Aberta, comunicação de ciência e o uso da Inteligência Artificial no ambiente acadêmico. A atividade é uma iniciativa do grupo de pesquisa Politeia, do
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (PRAPEG) e será totalmente aberta ao público. Para acompanhar, basta acessar o
link.
A discussão pretende aproximar diferentes públicos acadêmicos das práticas e princípios da Ciência Aberta, movimento internacional que defende que todo o ciclo da pesquisa, do planejamento à divulgação dos resultados, seja acessível, transparente e participativo. O tema integra as investigações do grupo de pesquisa
Politeia, voltado ao estudo da coprodução do bem público, governo aberto, transparência, ética em sistemas sociotécnicos, finanças públicas e governança territorial.
O pesquisador Marcelo Barcelos observa que parte da divulgação científica ainda se apoia em formatos muito próximos do modelo acadêmico tradicional, o que dificulta o diálogo com públicos mais amplos. Para ele, é preciso se afastar desse padrão e adotar novas estratégias de linguagem.
"A gente precisa trabalhar hoje com algo que é fundamental e que aqui no Politeia a gente tem exercitado em todas as frentes, que é a linguagem simples, a linguagem acessível, a linguagem inteligível", destacou o pesquisador.
Na sua compreensão, comunicar ciência “é uma prioridade não apenas de grupos de pesquisa ou redes de pesquisadores, mas da própria universidade”, ressaltando o papel da Udesc na difusão do conhecimento em diferentes mídias e linguagens.
Outro ponto abordado por Barcelos é a necessidade de transparência no uso da Inteligência Artificial na produção acadêmica e na comunicação científica. Ele defende que pesquisadores indiquem claramente quando utilizam IA para criar imagens, infográficos ou sínteses informacionais.
“Podemos usar notas de rodapé ou observações complementares informando que determinada imagem foi gerada por IA, ou que se usou uma ferramenta como ChatGPT, Claude ou Perplexity na busca e elaboração de conteúdos”, afirma.
Segundo ele, essa abertura ajuda o público a compreender como o conhecimento é produzido e reduz a distância entre pesquisadores e sociedade.
O pesquisador destaca que a conversa promovida pelo Politeia, realizada em parceria com a pesquisadora Gisiela Klein, busca justamente fortalecer essa abertura. Enquanto Klein discute a comunicação de ciência e sua interface com a área ambiental, Barcelos aborda os desafios da tecnologia e os caminhos para trazer mais clareza ao uso da IA na pesquisa.
Comunicação de ciência e desafios da desinformação
Durante o encontro, a jornalista e pesquisadora Gisiela Klein abordará aspectos essenciais da comunicação de ciência, destacando sua relevância para que a produção científica das universidades seja conhecida, compreendida e até mesmo coproduzida pela sociedade.
O pesquisador Marcelo Barcelos vai discutir o relacionamento das universidades com audiências cada vez mais ativas, a multiplicidade de canais disponíveis para ampliar o alcance da informação científica, os desafios da desinformação e modelos inovadores de comunicação para o ecossistema acadêmico.
Serviço
O quê: bate-papo online sobre Ciência Aberta e comunicação de ciência
Onde: Plataforma Teams por meio do
link
Quando: Terça-feira, dia 2 de dezembro, das 15h às 17h
Evento gratuito e aberto ao público
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br