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Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas

Notícia

13/08/2020-19h18

Udesc Esag mapeia mais de 400 iniciativas contra efeitos negativos da pandemia em SC

 
Uma turma de cinco estudantes de uma disciplina do Mestrado Profissional em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), orientados por duas professoras do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), identificou e reuniu informações sobre 423 práticas inovadoras realizadas por governos, universidades e empresas para encarar os efeitos negativos da pandemia de Covid-19 no Estado.

O levantamento, que pode ser acessado em udesc.br/esag/comunidade/inovacaonapandemia, identificou que a maior parte das ações realizadas têm foco em educação, economia e emprego, saúde e bem-estar. O trabalho inclui uma planilha com o mapeamento das ações, um infográfico com os principais dados da pesquisa e um vídeo de apresentação.

O inventário foi realizado como atividade da disciplina Gestão da Inovação e coordenado pelas professoras Dannyela Lemos e Micheline Hoffman, da Udesc Esag. Os mestrandos Camila Ferreira, Christiana Lima, Eduarda Montibeller Schuch, Jorge Braun Neto e Leonardo Valente Favaretto se dividiram para pesquisar as ações de diferentes atores (governos, universidades, associações empresariais e startups), ao longo de dois meses.



A pesquisa teve como objetivo identificar e reunir informações sobre iniciativas inovadoras, seja pela implementação de mudanças significativas ou de um conjunto de modificações incrementais que tenham como resultado algum grau de novidade em relação às práticas estabelecidas.  Entre elas há plataformas informativas, campanhas de arrecadação de suprimentos e pesquisas científicas, entre outras. 

“O objetivo inicial foi identificar e analisar as iniciativas sob a lente teórica da disciplina”, explica a professora Micheline Hoffmann, uma das coordenadoras. “Mas logo percebemos que seria também importante sistematizar os achados, criando um formato que pudesse comunicar à sociedade o que está sendo produzido por diferentes atores catarinenses”.

A maior parte das práticas identificadas tem como foco o enfrentamento da Covid-19, buscando gerar impactos imediatos. “A preocupação em produzir respostas rápidas é típica da tomada de decisão em contextos de crise, e acaba resultando em inovações incrementais, usando conhecimentos já disponíveis e com menor grau de risco”, explica a pesquisadora.

As iniciativas foram agrupadas em nove áreas temáticas. As ações ligadas a saúde e bem-estar predominam nas ações do governo estadual (67%) e das prefeituras (37%). Nos municípios a educação também tem papel relevante, principalmente com ações voltadas para o ensino remoto e a assistência a pais e alunos.

Universidades

Entre as universidades, 60% das ações mapeadas se referem a atividades ou bens físicos para a comunidade que foram criados ou adequados à realidade da pandemia. E 29% são relacionadas à adequação das práticas administrativas das universidades ao contexto da pandemia, como mudanças nos processos e formatos de trabalho.

O inventário identificou ainda que o senso de urgência despertado pela Covid-19 acelerou a capacidade de resposta das universidades, que rapidamente conseguiram apropriar o conhecimento relacionado às suas pesquisas em produtos, serviços e processos orientados ao enfrentamento da pandemia.

Um exemplo é um jogo, criado pela Udesc Joinville, com objetivo de ajudar no treinamento muscular respiratório e na expansão pulmonar, tratamentos necessários a pacientes que desenvolveram fraqueza muscular ou fibrose pulmonar decorrente da infecção por Covid-19.

Empresas

Foram também encontradas ações inovadoras de startups catarinenses, mais relacionadas a economia e emprego (38%). A mesma área temática é predominante nas iniciativas implementadas pelas associações empresariais (71%).

No caso das startups, nota-se interface de várias iniciativas com outros atores do ecossistema de inovação de Santa Catarina. O levantamento evidenciou que 28% das iniciativas envolveram apoio financeiro ou colaboração com terceiros. Nota-se também parcerias com empresas maduras, que são referência nacional e internacional na área em questão. 

A BiomeHub, por exemplo, desenvolveu uma solução de testes em massa para testagens em grupo, em parceria com organizações como a Vale, o Hospital Israelita Albert Einstein e a Rede Mater Dei de Saúde. De acordo com os pesquisadores, essas ações mostram a importância do fomento e das colaborações para a inovação, especialmente as complexas e de maior risco.

Resultados

Ainda de acordo com os pesquisadores, os resultados mostram a complementaridade das ações e o impacto que a pandemia está causando em todos os setores da sociedade, bem como uma aceleração da transformação digital, em todas as áreas temáticas.

“Percebemos que cada setor encontra uma forma própria de prevenir e combater os efeitos negativos da pandemia, alinhando suas ações ao seu perfil e objetivos”, explica a professora Dannyela da Cunha Lemos. “Por outro lado, o inventário deixa evidente que, em um cenário inédito como o que estamos vivendo, o papel de cada organização acaba ultrapassando os limites de sua missão e atinge de forma inovadora a sociedade como um todo”.

Acesse os dados completos da pesquisa em udesc.br/esag/comunidade/inovacaonapandemia.

Assessoria de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Carlito Costa
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
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