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Notícia

07/04/2015-11h55

Alunas da Udesc Ibirama desenvolvem pesquisa sobre qualidade da água subterrânea de Rodeio

 
Uma pesquisa que duas alunas do curso de Engenharia Sanitária do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Ibirama, elaboraram para identificar a qualidade da água subterrânea de Rodeio, no Vale do Itajaí, e sua potabilidade para consumo constatou que oito dos dez poços analisados apresentaram características inadequadas e prejudiciais à saúde humana.

O trabalho das acadêmicas Ana Flávia Costa e Graciela Rozza, com acompanhamento de professores do curso, foi publicado na edição de março da Revista Eletrônica do Alto Vale do Itajaí (Reavi), da Udesc Ibirama, que objetiva difundir pesquisas dos cursos de Ciências Contábeis, Engenharia de Software e Engenharia Sanitária, oferecidos pela instituição.

pesquisa foi feita no segundo semestre de 2014, com a coleta de amostras de água de dez poços comuns e semi-artesianos distribuídos em sete bairros de Rodeio, município de 11 mil habitantes.

Foram avaliados os parâmetros físicos, químicos e microbiológicos ao comparar os resultados obtidos com base na Resolução nº 396/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõe sobre o enquadramento de águas subterrâneas, e da Portaria nº 2.914/2011 do Ministério da Saúde (MS), que trata do controle e da vigilância sobre a qualidade da água.

De acordo com os dados obtidos, 70% dos poços analisados apresentaram coliformes termotolerantes, que deveriam estar ausentes em 100 mililitros de água.

A presença de coliformes indica a existência de micro-organismos patogênicos e a possível contaminação por fezes. Em um dos poços, as análises constataram a concentração de alumínio próximo ao valor máximo permitido. O metal a longo prazo possibilita o desenvolvimento de distúrbios neurológicos.

Sem controle de qualidade

Segundo as alunas da Udesc Ibirama, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) alerta que, apesar da água subterrânea não estar vísivel, necessita de preservação e utilização sustentável, assim como as águas superficiais.

Porém, como não há controle de qualidade dos recursos hídricos na região, as estudantes decidiram desenvolver a pesquisa para identificar a potabilidade da água consumida em Rodeio  Elas ressaltaram que os resultados obtidos com análise dos poços do município foram comparados aos valores máximos permitidos para consumo humano.

A pesquisa observa que, devido à escassez de águas superficiais para consumo e seu alto custo de tratamento, os mananciais subterrâneos têm recebido papel significativo.

"Porém, este recurso, por ter menos contato com os poluentes externos em relação às águas superficiais e também por não estarem visíveis, ganham menos atenção dos órgãos gestores e da população", constatam as autoras, lembrando que a água na terra não varia em quanitidade, mas pode sofrer alteração no estado físico e na composição química.

As alunas da Udesc Ibirama destacam que os resultados encontrados são preocupantes, pois podem causar danos à saúde humana e recomendam às famílias que utilizam os poços da cidade que façam o monitoramento e o tratamento e realizem análises quantitativas dos parâmetros encontrados fora do permitido na pesquisa. 

Leia mais:

06/04/2015 - Udesc Ibirama faz capacitação sobre legislação de controle da água para consumo humano na quarta

27/03/2015 - Udesc Ibirama lança sétima edição da Revista Eletrônica do Alto Vale do Itajaí neste fim de semana

Assessoria de Comunicação da Udesc
Jornalista Valmor Pizzetti
E-mail: valmor.pizzetti@udesc.br
Telefones: (48) 3321-8142/8143
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