O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis registrou aumento de 0,22% em novembro de 2025, segundo levantamento divulgado pelo
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da
Fundação Esag (Fesag). O indicador considera a variação de preços sobre os orçamentos de famílias com rendimento entre um e quarenta salários-mínimos, a partir da coleta de 297 itens ao longo do mês.
A alta de novembro é superior ao resultado de outubro (0,21%), mas significativamente menor que a taxa registrada no mesmo mês do ano anterior, quando o índice avançou 0,54%. Com isso, o acumulado no ano chega a 4,72%, enquanto nos últimos 12 meses a inflação medida pelo índice atinge 5,28%.
"O resultado de novembro mostra um cenário onde praticamente os produtos do grupo Alimentação foram os responsáveis", avalia o coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto.
Alimentação lidera alta de preços
O grupo Alimentação e Bebidas, responsável por 22,33% do orçamento das famílias, voltou a pressionar o custo de vida em novembro, ao registrar alta de 0,74% e se tornar o principal vetor da inflação no período.
Dentro do grupo, a alimentação no domicílio apresentou avanço de 0,93%, puxado sobretudo pelo forte aumento nos tubérculos, raízes e legumes (+6,32%), com destaque para a batata inglesa, que subiu 13,77%, e a cebola, com alta de 12,36%.
Também contribuíram para o resultado a elevação nos preços de massas e farinhas (+3,78%), das hortaliças (+3,13%), além de açúcares e derivados (+2,56%) e aves e ovos (+2,33%).
Na contramão das altas, o subgrupo de leites e derivados apresentou queda de 2,39%, influenciado por recuos no leite longa vida (-2,83%) e no queijo mussarela (-3,65%), o que ajudou a conter parte da pressão inflacionária do setor.
A alimentação fora do domicílio avançou 0,45%, com destaque para sorvetes e picolés (+7,41%) e batata frita (+5,01%).
Habitação tem segunda maior alta entre os grupos
O grupo Habitação registrou a segunda maior alta entre os componentes do índice ao avançar 0,86% em novembro. O aumento foi impulsionado principalmente pelos artigos de limpeza (+3,46%), pelos gastos com reparos (+2,62%) e pelo reajuste em aluguéis e taxas (+0,45%).
Na direção oposta, o grupo Transportes ajudou a aliviar a pressão inflacionária do mês ao apresentar queda de 0,55%. O recuo foi motivado pela redução no transporte público (-3,93%) e nos combustíveis para veículos (-0,52%), embora os custos relacionados ao veículo próprio tenham registrado alta de 0,52%.
Outros grupos também influenciaram o comportamento do índice. Saúde e Cuidados Pessoais teve forte avanço de 1,35%, puxado pelos itens de cuidados pessoais, que subiram 3,85%. Já Artigos de Residência apresentaram queda de 0,39%, com retrações significativas nos preços de móveis (-1,87%) e utensílios e enfeites (-1,91%).
As Despesas Pessoais recuaram 0,52%, enquanto Educação teve leve queda de 0,18%, influenciada pelo subgrupo leitura (-1,32%). O grupo Comunicação também apresentou redução, de 0,46%, destacando-se a forte queda na TV por assinatura (-6,95%).
Sobre o ICV
O ICV é produzido pela Udesc Esag, responsável pela série histórica do índice desde 1968.
Ao longo de mais de cinco décadas, o ICV consolidou-se como ferramenta essencial para compreender a dinâmica inflacionária local, orientando pesquisas, análises econômicas e decisões de planejamento tanto no setor público quanto no privado.
O
relatório completo reúne dados detalhados sobre a evolução dos grupos e subgrupos que compõem o orçamento das famílias, permitindo uma leitura abrangente e precisa das mudanças no custo de vida da população florianopolitana.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br