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Notícia

14/04/2026-18h42

Florianópolis registra uma das menores inflações do país em março, constata Udesc Esag

Apesar da queda, movimento ainda não se configura como tendência

A inflação em Florianópolis ficou em 0,56% em março, abaixo da média nacional de 0,88%, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV) do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O resultado coloca a capital catarinense entre as capitais com menor variação de preços no período.

O índice mais contido em Florianópolis acompanha o desempenho da região Sul, onde outras capitais também apresentaram inflação moderada, como Curitiba (0,70%) e Porto Alegre (0,96%). Em comparação com o restante do país, especialmente o Norte e o Nordeste, a diferença é significativa.

Enquanto isso, capitais como Salvador (1,47%), São Luís (1,39%) e Belém (1,31%) lideraram a inflação no mês, com índices bem acima da média nacional.

De acordo com o coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto, o comportamento mais estável dos preços em Florianópolis ainda não pode ser visto como uma tendência. Ele lembra que dois fatores contribuíram para o desempenho: os grupos de alimentação e transportes, considerando que o valor do combustível praticado na cidade já havia sido repassado aos consumidores.

Inflação acumulada no ano

O índice de inflação acumulada no ano apresenta variações significativas entre as capitais brasileiras, com destaque para cidades do Nordeste que lideram o ranking. De acordo com dados divulgados pela Udesc Esag, Salvador registra o maior índice, com 2,41%, seguida por Fortaleza (2,28%) e Belo Horizonte (2,14%).

Outras capitais nordestinas também aparecem entre as maiores altas, como Recife (2,12%), Aracaju (2,01%) e São Luís (1,91%). Na região Norte, Belém também se destaca com 2,10%.

A média nacional ficou em 1,92%, indicando que diversas capitais apresentam inflação acima do índice geral do país. Entre os principais centros econômicos, São Paulo acumula 2,04%, enquanto Rio de Janeiro registra 1,83%.

Na região Sul, os índices são mais moderados. Florianópolis apresenta 1,78%, Porto Alegre 1,53% e Curitiba 1,44%.

Já no Centro-Oeste, Brasília registra 1,61%, Campo Grande 1,60% e Goiânia aparece com um dos menores índices, de 1,33%. O menor acumulado entre as capitais analisadas é de Rio Branco, com 1,25%.

Inflação em 12 meses

A inflação acumulada em 12 meses segue pressionando o custo de vida, com índices próximos de 5% em algumas cidades. Dados divulgados pela Udesc Esag mostram que Fortaleza lidera o ranking, com alta de 4,89%, seguida por São Paulo (4,78%) e Recife (4,58%).

Outras capitais também registram inflação elevada no período, como Grande Vitória (4,46%), Porto Alegre (4,27%) e Florianópolis (4,26%). No Centro-Oeste, Brasília apresenta índice de 4,17%.

A média nacional ficou em 4,14%, indicando que várias capitais estão acima desse patamar. É o caso de Belém e Salvador, ambas com 4,02%, além de Goiânia (4,01%).

Por outro lado, algumas cidades apresentam inflação mais moderada. Belo Horizonte registra 3,95%, enquanto Aracaju marca 3,83%. Entre os menores índices estão Rio Branco (3,56%), São Luís (3,27%), Rio de Janeiro (3,27%) e Curitiba (3,03%).

O menor acumulado em 12 meses foi registrado em Campo Grande, com 2,66%, indicando uma desaceleração mais significativa nos preços locais.

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
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