Florianópolis registrou aumento de 0,21% no custo de vida em outubro, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV) divulgado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Fundação Fesag. O resultado interrompe a deflação observada em setembro (-0,11%) e reflete, principalmente, a alta nos preços de alimentos e bebidas.
O resultado foi inferior ao registrado em outubro de 2024 (0,62%), mas superior ao de setembro de 2025 (-0,11%). Entre os itens analisados, 111 tiveram aumento, 108 permaneceram estáveis e 78 apresentaram queda de preço. O índice considera a variação de preços sobre os orçamentos de famílias com rendimentos entre um e quarenta salários-mínimos, com base na coleta de 297 itens no período de 1º a 31 de outubro de 2025.
Acumulado do ano e dos últimos 12 meses
Com o resultado de outubro, o acumulado no ano chega a 4,49%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses é de 5,61%, indicando leve desaceleração em relação ao mesmo período anterior.
Alimentação e bebidas impulsionam alta do índice
O grupo Alimentação e Bebidas, que representa 22,22% do orçamento familiar, registrou alta de 0,80% em outubro, sendo o principal responsável pelo aumento geral do custo de vida.
Os produtos consumidos no domicílio tiveram elevação de 1,24%, com destaque para os subgrupos tubérculos, raízes e legumes (+14,87%), impulsionados pelas fortes altas da batata inglesa (+24,92%), tomate (+11,61%) e cebola (+8,55%).
Também apresentaram aumentos relevantes os grupos óleos e gorduras (+6,54%), principalmente o óleo de soja (+10,51%); frutas (+3,61%), pescados (+3,02%), e carnes e peixes industrializados (+2,42%). Entre as frutas, o aumento do mamão (+5,85%), maçã (+5,42%) e abacaxi (+3,70%).
Alguns itens, no entanto, tiveram redução de preços, como leites e derivados (-1,39%), puxados pelo leite longa vida (-2,90%), e aves e ovos (-0,60%), com queda no peito de frango (-1,27%).
Energia elétrica tem queda, mas habitação apresenta leve alta
O grupo Habitação, que representa 14,37% do orçamento, registrou aumento de 0,09% em outubro. O resultado foi pressionado por artigos de limpeza (+7,28%) e reparos (+3,06%), enquanto a energia elétrica residencial apresentou queda expressiva de -4,41%, amenizando o impacto no grupo.
De acordo com o coordenador Hercílio Fernandes Neto, responsável pelo cálculo do Índice de Custo de Vida (ICV) da Udesc Esag, o aumento no custo de vida em outubro foi impulsionado principalmente pela alta no grupo de alimentos e bebidas. “Itens essenciais da cesta de consumo das famílias, especialmente hortaliças e frutas, registraram aumentos expressivos e acabaram pressionando o índice geral, mesmo com a queda relevante na energia elétrica”, destaca Fernandes Neto.
A inflação de Florianópolis é medida pelo Índice de Custo de Vida (ICV), da Udesc Esag, com apoio da Fundação Fesag.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Ingrid Borba*
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
*estagiária sob supervisão da jornalista Magali Moser