Batata inglesa acumulou aumento de 127% nos preços em
Florianópolis em 12 meses
Considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, Florianópolis manteve em setembro o segundo maior índice entre 17 capitais. A inflação acumulada entre outubro de 2023 e setembro de 2024 na capital catarinense ficou em 5,18%, atrás apenas de Belo Horizonte (MG), com 6,16%.
Quando se considera apenas a variação dos preços ao longo de 2024, a inflação de Florianópolis também manteve a posição anterior, em terceiro lugar, com 4,17%. Por esse critério, fica atrás da maranhense São Luís (4,81%) e da mineira Belo Horizonte (4,57%).
Índice
A inflação em Florianópolis é medida pelo
Índice de Custo de Vida (ICV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O ICV é calculado mensalmente pelo
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Udesc, com apoio da
Fundação Esag (Fesag).
Nas demais cidades, os preços são aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para compor o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Como o ICV e o IPCA são calculados basicamente com a mesma metodologia, os dados são comparáveis.
Inflação acumulada em 12 meses:
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1 |
Belo Horizonte (MG) |
6,16% |
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2 |
Florianópolis (SC)* |
5,18% |
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3 |
Goiânia (GO) |
5,07% |
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4 |
Rio de Janeiro (RJ) |
4,61% |
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5 |
São Luís (MA) |
4,61% |
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6 |
São Paulo (SP) |
4,59% |
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7 |
Brasília (DF) |
4,51% |
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8 |
Campo Grande (MS) |
4,47% |
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|
BRASIL |
4,42% |
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9 |
Fortaleza (CE) |
4,41% |
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10 |
Grande Vitória (ES) |
4,23% |
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11 |
Rio Branco (AC) |
4,13% |
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12 |
Salvador (BA) |
3,93% |
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13 |
Aracaju (SE) |
3,75% |
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14 |
Porto Alegre (RS) |
3,69% |
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15 |
Belém (PA) |
3,60% |
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16 |
Curitiba (PR) |
3,52% |
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17 |
Recife (PE) |
2,88% |
*Inflação medida pelo ICV/Udesc Esag, com a mesma metodologia do IPCA/IBGE, usado para as demais capitais e para o índice nacional.
O índice acumulado dos últimos 12 meses oferece melhor comparação das variações de preços entre as cidades do que a inflação mensal. O dado de 12 meses evita distorções provocadas por aumentos que acontecem apenas em determinadas épocas do ano, mas não ao mesmo tempo em todas as regiões, como as tarifas de energia, por exemplo.
Comparação
Apesar de manter um dos maiores índices do país, a inflação acumulada nos últimos 12 meses em Florianópolis reduziu um pouco a diferença em relação ao IPCA nacional – que está em 4,42%. Ainda assim, a inflação local se mantém 0,76 pontos percentuais acima do índice para todo o país nos últimos 12 meses.
Novamente, a inflação de Florianópolis ficou acima de grandes cidades como Rio de Janeiro (4,61%), São Paulo (4,59%) e Brasília (4,51%). E bem mais alta que as outras duas capitais da Região Sul. Curitiba (PR) manteve o segundo menor índice da lista (3,52%) e Porto Alegre (RS), o quarto menor (3,69%). A capital com menor inflação em 12 meses continua sendo Recife (PE), onde os preços subiram 2,88%.
Preços locais
Em Florianópolis, os preços ligados a alimentação, habitação e despesas pessoais foram os que mais puxaram a inflação local para cima. Considerando apenas o grupo Alimentação e Bebidas, os aumentos em 12 meses chegaram a 7,32%. O produto que mais encarece nesse grupo foi a batata inglesa, com aumento de 127%.
Outro grupo que pressionou a inflação anual é o da Habitação, com variação de 7,12%. Nesse caso, vários serviços e produtos contribuíram para puxar os preços para cima, desde artigos de limpeza como o amoníaco (26,7%), materiais de construção como pedras (19,5%), mão de obra para reparos (16,2%) até taxas de água e esgoto (16%).
As despesas pessoais tiveram aumento de 5,60% em Florianópolis nos últimos 12 meses, puxada por itens como pacotes turísticos (18,6%) e ração para animais (12,2%). Juntos, esses três grupos (alimentação, habitação e despesas pessoais) correspondem a mais de 45% do orçamento das famílias.
Os demais grupos pesquisados tiveram aumentos nos últimos 12 meses que ficaram abaixo do índice geral de 5,18%. É o caso dos transportes, com 4,77% – puxados principalmente pelas passagens aéreas (48,4%) –, dos artigos de residência (4,32%), saúde e cuidados pessoais (3,12%), educação (4,79%) e serviços de comunicação (3,45%). Já os artigos de vestuário ficaram mais baratos nos últimos 12 meses (-2,13%).
Índice de Custo de Vida
O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. O índice é publicado regularmente, todos os meses, desde 1968.
Saiba mais em
udesc.br/esag/custodevida.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Carlito Costa
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