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Notícia

27/10/2020-16h14

Método de compostagem de professor da Udesc Lages é destaque em revista dos EUA

 
Professor Germano Güttler, criador do Método Lages de Compostagem - Foto: Divulgação
O Método Lages de Compostagem (MLC), desenvolvido pelo professor Germano Güttler, do Departamento de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, ganhou destaque na revista norte-americana BioCycle, este mês.

A revista técnica é autoridade mundial em reciclagem de orgânicos e divulgou com detalhes o método do professor, que coordena o projeto Lixo Orgânico Zero em Lages, desenvolvido em parceria com a Prefeitura do município.

O artigo, escrito pela especialista ambiental Ana Carvalho, foi motivado pela repercussão de um vídeo, nas redes sociais. Ele ensina as pessoas a fazerem, em casa, um vaso compostor em garrafa pet de 5 litros para reciclar o próprio lixo orgânico, usando o MLC. A iniciativa do vídeo foi do Instituto Lixo Zero Brasil e da Juventude Lxo Zero Brasil (Youth).

No artigo, o presidente do instituto, Rodrigo Sabatini, se diz impressionado com a simplicidade e eficácia do Método Lages de Compostagem e seu poder efetivo na educação da população brasileira para destinar com eficiência o lixo orgânico, que compreende cerca 50% do lixo total do País. O instituto pesquisou variações do MLC para uso residencial, até chegar ao vaso compostor. O grupo também promoveu a implantação do sistema para os moradores nas comunidades.

Para Germano Güttler, a compostagem doméstica pode impactar, consideravelmente, no destino dos resíduos orgânicos nas cidades brasileiras. Segundo ele, estima-se que o vídeo do vaso compostor já possa ter sido visto por cerca de 1 milhão de pessoas. "Se 20% deste número tiver feito o vaso, teremos uma redução no desvio de lixo orgânico para aterros sanitários em volume superior ao produzido em toda a cidade de Lages", avalia o professor. "O projeto está indo muito longe".

Método Lages de Compostagem no vaso compostor

Um recipiente pet de cinco litros com a parte superior cortada serve como vaso para compostar restos de comida doméstica e, depois, pode ser transformado em horta ou jardim interno. Os resíduos orgânicos devem ser depositados em camadas de 20 a 30 centímetros de altura e, depois, cobertos com material orgânico de difícil decomposição, como serragem, folhas secas, grama cortada e galhos triturados.

As camadas devem ser furadas, três vezes por semana, para receber oxigênio. Não é preciso irrigar. Após duas semanas, é possível plantar verduras, legumes, ervas, flores, entre outros, sobre as camadas. "É algo simples, que pode ser feito por qualquer pessoa, sem nenhum investimento, sem sujeira ou mau cheiro", explica Güttler.

Confira, abaixo, o vídeo que viralizou na internet sobre como fazer um vaso compostor.



Projeto alcança prefeituras e estados brasileiros

O artigo da BioCycle também dá destaque ao alcance do projeto Lixo Orgânico Zero, que surgiu a partir de um programa de extensão dentro da Udesc Lages, criado por Güttler, em 2013. A publicação relata o uso do MLC no Presídio de Lages, uma das entidades que adotou a compostagem como prática: "O sistema de resíduos orgânicos residenciais está desviando os recipientes recicláveis ​​e orgânicos do fluxo de resíduos, melhorando a receita dos catadores, ensinando habilidades profissionais aos presos e fornecendo alimentos saudáveis".

Desde a criação do projeto, a compostagem dos resíduos orgânicos vem sendo difundida em escolas da rede pública, residências e instituições. O método também tem chamado a atenção de gestores públicos em diversos estados, que estão se baseando na iniciativa para elaboração de políticas públicas de destinação dos resíduos. Municípios do Oeste Catarinense, por exemplo, já manifestaram interesse em aderir ao projeto.

Pandemia não interrompeu divulgação do MLC

Engenheiro agrônomo e doutor em Ciência do Solo, Germano Güttler tem dedicado boa parte do tempo à disseminação do Método Lages de Compostagem, em todo o País. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia é uma das entidades que adotou a compostagem, após receber oficinas, assim como a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

Com a pandemia, as oficinas presenciais deixaram de ocorrer, mas a divulgação do MLC foi mantida de maneira virtual. Segundo o professor, nos últimos meses, foram realizadas cerca de 30 lives em redes sociais. "Mesmo com a pandemia, a divulgação da compostagem não parou, em nenhum momento", conta ele. "Estamos tendo todo esse alcance graças às parcerias com o Instituto Lixo Zero Brasil e a Prefeitura de Lages, representada pela coordenadora Silvia Oliveira".

Assessoria de Comunicação da Udesc Lages
Jornalista Tatiane Rosa Machado da Silva
E-mail: tatiane.silva@udesc.br
Telefone: (49) 3289-9130
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