arte: divulgação
Um equipamento desenvolvido na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC Joinville) pode revolucionar o monitoramento da saúde de peixes comerciais. O dispositivo, um analisador de bioimpedância elétrica, foi testado no final do mês de julho no Alasca (EUA) para detectar miopatias — doenças musculares — em linguados da espécie Halibut.
A iniciativa é liderada pelo professor Dr. Pedro Bertemes Filho, especialista em engenharia biomédica e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Engenharia e Tecnologias Biomédicas da UDESC. Ele está em missão científica na base de pesquisa da Universidade do Estado de Oregon, onde realiza os primeiros testes de campo com o equipamento.
Segundo o professor, a tecnologia permite identificar alterações na estrutura muscular dos peixes de forma rápida e não invasiva, o que pode ajudar a garantir a qualidade do pescado e prevenir perdas na cadeia produtiva.
“Estamos aplicando uma técnica comum na medicina humana para avaliar a saúde muscular de peixes em tempo real. Isso abre novas possibilidades para a sustentabilidade da pesca e o controle de qualidade”, explica Bertemes Filho.
O projeto une engenharia biomédica e ciências marinhas, e pode ter impacto direto na indústria pesqueira, especialmente em regiões como o Alasca, onde o Halibut é uma das espécies mais valorizadas.
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