Alta é puxada principalmente pelos alimentos, enquanto
o acumulado dos últimos 12 meses é de 5,14%. F: Div.
O
Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis, calculado pelo
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da
Fundação Esag, registrou alta de 0,53% em junho. O resultado representa uma desaceleração em relação a maio, quando a variação foi de 0,65%, mas ficou acima do índice registrado no mesmo mês de 2025 (0,42%).
O levantamento acompanha a variação dos preços que impactam o orçamento de famílias da capital catarinense com renda entre um e 40 salários mínimos. Para esta edição, foram pesquisados 297 itens entre os dias 1º e 31 de junho. Do total de produtos e serviços analisados, 123 apresentaram aumento de preço, 92 permaneceram estáveis e 82 registraram queda.
Com o resultado de junho, o acumulado do índice em 2026 chegou a 3,93%, enquanto a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 5,14%.
Alimentação lidera alta do mês
O grupo alimentação e bebidas foi o principal responsável pelo avanço do índice em junho, com alta de 1,06%. O aumento foi impulsionado principalmente pelos alimentos consumidos no domicílio, que registraram variação de 1,49%.
Entre os destaques estão as altas da cebola (30,05%), batata inglesa (10,34%), feijão preto (4,19%), arroz (2,80%), coxas de frango (5,49%), ovos (3,94%), além de produtos panificados, como bolo pronto (7,05%), pão francês (2,27%) e pão de queijo (2,48%).
Também apresentaram aumento itens como refrigerante (3,37%), cerveja (3,29%), chá em sachê (4,77%) e diferentes cortes de carne bovina.
Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter a inflação do grupo, entre eles maçã (-16,02%), milho de pipoca (-10,93%), melancia (-6,17%), café em pó (-3,07%), água de coco (-3,77%) e açúcar refinado (-4,61%).
Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta mais moderada, de 0,37%, influenciada principalmente pelos reajustes no preço do crepe (5,28%), salgadinhos (3,70%), suco de frutas (2,67%) e almoço ou jantar (0,41%).
Quais grupos tiveram maior variação
Além da alimentação, outros grupos também registraram alta em junho. Artigos de residência avançou 1,97%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de móveis e artigos de cama, mesa e banho.
Em saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,33%, refletindo principalmente o aumento dos serviços de saúde e dos produtos de cuidados pessoais.
Também apresentaram variação positiva os grupos despesas pessoais (1,26%), comunicação (0,86%) e educação (0,02%).
Entre os grupos que registraram queda destacam-se vestuário (-1,30%), devido principalmente à redução nos preços das roupas; transportes (-0,40%), influenciado pela queda nos combustíveis e nas passagens aéreas; e habitação (-0,17%), com reduções em itens relacionados a aluguel, taxas e artigos para reparos.
Acumulado do ano chega a 3,93%
Nos seis primeiros meses de 2026, o Custo de Vida de Florianópolis acumula alta de 3,93%. No período de 12 meses encerrado em junho, a inflação medida pelo índice atingiu 5,14%.
Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, o Índice de Preços ao Consumidor é uma das principais referências para acompanhar a evolução do custo de vida em Florianópolis, monitorando mensalmente o comportamento dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias da capital catarinense.
O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis é calculado pela Udesc Esag com apoio da Fundação Esag.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Verônica Caroline da Silva Gonçalves
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
(estagiária sob supervisão de Luiz Eduardo Schmitt)