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Notícia

14/08/2026-12h17

Udesc Esag mostra que inflação em Florianópolis se aproximou da média nacional em julho

Queda de produtos do grupo de alimentos pressionou inflação no mês de julho em Florianópolis. Foto: Divulg.
O Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), registrou alta de 0,10% em Florianópolis no mês de julho, o que coloca a inflação na capital catarinense mais próxima da média nacional, de 0,07% no mesmo mês. Com isso, Florianópolis ocupa a sétima posição entre as capitais com maior aumento do ICV em julho, lista liderada pela capital do Acre, Rio Branco, seguida por Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). 

No entanto, no acumulado deste ano, Florianópolis ocupa a terceira posição entre as capitais com maior inflação de preços ao consumidor, com 4,04%, atrás apenas de São Luiz (MA), com 4,50%, e Aracajú (SE), com 4,07%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a capital catarinense aparece em quinto lugar, com 4,93%, atrás de Goiânia (GO), Vitória (ES), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Em julho, em Florianópolis, a pesquisa do ICV foi realizada entre os dias 1º e 31, com coleta de preços de 297 itens. O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável por conter a inflação no mês, com redução de 0,46%. 

O levantamento acompanha mensalmente os preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos na capital catarinense. Em julho, 109 itens tiveram aumento de preço, 93 permaneceram estáveis e 95 registraram queda. Confira aqui o estudo completo.

Alimentação registra maior queda

O grupo Alimentação e Bebidas foi o peso para conter a inflação no mês em Florianópolis. Entre os produtos que mais ficaram baratos, destacam-se o tomate, com queda de 44,65%, a batata inglesa (-30,91%), a beterraba (-15,54%) e a cebola (-8,55%). Também houve redução nos preços do café em pó (-4,63%), do vinho (-4,51%) e do café solúvel (-2,66%).

Por outro lado, alguns alimentos registraram alta significativa, como a melancia (20,66%), o mamão (13,31%), o iogurte (9,20%), o feijão preto (8,22%), o atum enlatado (7,76%) e o pão francês (5,08%).

Sobre o ICV

Calculado desde 1968 pela Udesc Esag, o Índice de Preços ao Consumidor (ICV) é uma das principais referências para acompanhar a evolução do custo de vida em Florianópolis, monitorando mensalmente o comportamento dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias da capital catarinense, com comparativos a outras capitais e regiões metropolitanas.

Para isso, o ICV mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços consumidos pelas famílias, abrangendo grupos como alimentação, habitação, transporte, saúde, vestuário, educação e despesas pessoais. O indicador é utilizado para auxiliar análises econômicas sobre inflação e poder de compra.

A série histórica do ICV da Udesc Esag evidencia, por exemplo, a trajetória da inflação brasileira ao longo das décadas. Nos anos de hiperinflação, antes do Plano Real, o índice anual chegou a 2.688,74% em 1993, 1.412,43% em 1992 e 1.998,18% em 1989. Após a estabilização econômica em 1994, os valores passaram a ficar, em geral, abaixo de dois dígitos.

O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis é calculado pela Udesc Esag com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
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  • Queda de produtos do grupo de alimentos pressionou inflação no mês de julho em Florianópolis.
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