Iniciativa busca promover encontro, escuta e produção de narrativas a partir das vivências da população migrante
O projeto Escritas Migrantes - Ateliê, do
Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), está com inscrições abertas para migrantes interessados em compartilhar experiências por meio da leitura, da escrita e da convivência.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre a
Casa Diário Brasil e o
Observatório das Migrações de Santa Catarina (Udesc Faed), com o objetivo de criar um espaço de encontro, escuta e produção de narrativas a partir das vivências de pessoas migrantes.
O ateliê parte da compreensão de que a escrita é também um gesto político e transformador. A proposta é reunir participantes em torno da leitura e da escrita em companhia, valorizando diferentes línguas, memórias e trajetórias.
Não é necessário saber ler ou escrever em português: cada participante poderá utilizar sua língua de origem.
“A motivação para propor esse Ateliê em parceria com a Casa Diário foi construir um espaço de escuta e de trocas de experiências para e com migrantes e refugiados, onde possamos ouvir sobre a vida cotidiana, as memórias da terra natal, a viagem, os encontros e desencontros na terra de chegada. Ao compartilhar essas memórias e escrevê-las, poderemos contribuir para dar visibilidade as histórias dos migrantes na cidade”, observa a professora Glaucia de Oliveira Assis, Coordenadora do Observatório das Migrações de Santa Catarina (Obmigra-SC).
“A nossa expectativa é que migrantes e refugiados se inscrevam, participem, venham compartilhar e escrever suas histórias”, comenta.
O ateliê parte da ideia de que “escrever é uma atividade política que pode contribuir para o desvelamento e a transformação do mundo”, como afirma a escritora Annie Ernaux. Desta forma, a mobilização compreende que a escrita vai além da expressão individual: ela constitui uma prática capaz de questionar estruturas sociais, dar visibilidade a experiências e promover reflexões que contribuam para a transformação da realidade.
Sobre o ateliê
Destinado a migrantes maiores de 18 anos, o projeto convida pessoas que desejam estar com outras para ouvir, contar e escrever histórias que fazem parte de suas experiências de vida.
As inscrições podem ser feitas até o dia 20, por meio de formulário
on-line.
O resultado da seleção será divulgado dia 30. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, com limite de 15 participantes. Caso o número de inscritos ultrapasse esse total, será formada uma lista de espera.
Os encontros terão início em 5 de agosto, com frequência quinzenal, sempre das 19h às 21h, no Museu da Escola Catarinense, localizado na Rua Saldanha Marinho, nº 196, no Centro de Florianópolis.
A coordenação do projeto é formada por Francisco Canella, Dilma Beatriz Rocha Juliano, Glaucia de Oliveira Assis, Márcia Cattoi Schmidt e Rosi Isabel Bergamaschi Chraim.
Serviço:
Escritas Migrantes - Ateliê
Inscrições: até o dia 20
Resultado: 30 de julho
Início dos encontros: 5 de agosto
Periodicidade: quinzenal
Horário: 19h às 21h
Local: Museu da Escola Catarinense - Rua Saldanha Marinho, 196, Centro, Florianópolis
Público: migrantes com mais de 18 anos
Inscrições: pelo
formulário
Informações: WhatsApp (48) 98867-0670
Núcleo de Comunicação da Udesc Faed
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.faed@udesc.br