Santa Catarina conta com mais uma ferramenta para subsidiar o manejo da cigarrinha-do-milho. Trata-se do monitoramento do inseto-praga e seus patógenos associados. A cigarrinha-do-milho é o inseto-vetor dos microrganismos causadores das doenças do complexo de enfezamentos, capazes de comprometer substancialmente as safras do grão.
O programa Monitora Milho SC é uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, que é composto por membros da Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.
Informações sobre o monitoramento:
Os informes também ficam disponíveis em:
https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/monitoramento-da-cigarrinha-do-milho/
No dia 6 de março de 2026 divulgou-se o 28° informe do monitoramento da cigarrinha do milho e de sua infecção pelos patógenos causadores dos enfezamentos, referente à safra 2025/26. O Programa Monitora Milho SC acompanha em torno de 50 lavouras distribuídas em todas as regiões de Santa Catarina. Observa-se que a população da cigarrinha está grande neste início de safrinha - os valores de abundância semanal estão em torno de 160 insetos por armadilha por local. É importante frisar que é possível manter o nível populacional de insetos neste nível ou até mais baixo, adotando-se o manejo inicial da lavoura ainda em seu período vegetativo por meio do uso de inseticidas. As lavouras que são monitoradas estão predominantemente em fase reprodutiva, ou seja, não estão mais durante o período crítico para a transmissão dos patógenos dos enfezamentos e viroses.
Em nossas análises de laboratório, observamos que houve um decréscimo na infecção da cigarrinha, o que é uma boa notícia pensando já em uma permanência desses microrganismos no sistema produtivo do milho, até mesmo para a safra seguinte.
Medidas gerais de manejo: Reforçamos a necessidade do manejo de lavouras em fase vegetativa, com inseticidas de contato e sistêmicos, aliando-se com biológicos sempre que possível, visando controlar insetos que estão migrando para as lavouras e que podem estar infectados, trazendo assim os patógenos para as novas plantações, e também visando o controle de gerações de insetos que são produzidos dentro do ciclo da cultura, evitando a disseminação da doença na lavoura. Também alertamos para uma boa regulagem de máquinas de colheita, para impedir perdas, proporcionando grãos que fiquem no ambiente e germinem como milho tiguera no período subsequente no ano agrícola. Para além, não semear lavouras de segundo plantio muito próximo ou ao lado de lavouras maduras ou em fase de colheita.
O monitoramento da cigarrinha-do-milho e sua infectividade com os patógenos dos enfezamentos e viroses estão disponíveis no app Epagri MOB - https://www.epagri.sc.gov.br/solucoes/epagri-mob/
Baixe o aplicativo e encontre as informações sobre o Monitora Milho SC em "Informações Ambientais", e aproveite os diversos benefícios do aplicativo. Disponível para Android e iOS.
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