Santa Catarina conta com mais uma ferramenta para subsidiar o manejo da cigarrinha-do-milho. Trata-se do monitoramento do inseto-praga e seus patógenos associados. A cigarrinha-do-milho é o inseto-vetor dos microrganismos causadores das doenças do complexo de enfezamentos, capazes de comprometer substancialmente as safras do grão.
O programa Monitora Milho SC é uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, que é composto por membros da Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.
Informações sobre o monitoramento:
Os informes também ficam disponíveis em:
https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/monitoramento-da-cigarrinha-do-milho/
No dia 23 de janeiro de 2026 divulgou-se o 22° informe do monitoramento da cigarrinha do milho e de sua infecção pelos patógenos causadores dos enfezamentos, referente à safra 2025/26. O Programa Monitora Milho SC acompanha em torno de 50 lavouras distribuídas em todas as regiões de Santa Catarina. As lavouras estão entrando na fase final do ciclo em fase de colheita, e também de implantação de milho safrinha. Para essa época observa-se o crescimento populacional da cigarrinha: a média atual está próximo de 100 insetos por armadilha por semana. O número está elevado em quase todas as lavouras monitoradas. Essa grande quantidade de cigarrinhas no ambiente agrícola eleva a atenção que precisa-se ter para o plantio safrinha, porque as cigarrinhas que estão em lavouras maduras tendem a migrar para lavouras novas, recém germinadas ou em estádios bem iniciais de desenvolvimento. O período realmente crítico ocorre do surgimento da planta (VE) até os estádios iniciais, como V3-V4, quando ao se alimentar, a cigarrinha transmite os patógenos, e a infecção pode se espalhar por toda a planta e afetar a formação da espiga durante o período reprodutivo da planta, gerando as perdas de produtividade.
Em nossas análises de laboratório, temos detectado as bactérias dos enfezamentos e os vírus em semanas consecutivas nas lavouras de todas as regiões do Estado. É a primeira vez que relata-se uma ampla presença desses patógenos no território catarinense. Reforçamos a necessidade do manejo de lavouras em fase vegetativa, com inseticidas de contato e sistêmicos, aliando-se com biológicos sempre que possível, visando controlar insetos que estão migrando para as lavouras e que podem estar infectados, trazendo assim os patógenos para as novas plantações, e também visando o controle de gerações de insetos que são produzidos dentro do ciclo da cultura, evitando a disseminação da doença na lavoura. Também alertamos para uma boa regulagem de máquinas de colheita, para impedir perdas, proporcionando grãos que fiquem no ambiente e germinem como milho tiguera no período subsequente no ano agrícola. Para além, não semear lavouras de segundo plantio muito próximo ou ao lado de lavouras maduras ou em fase de colheita.
O monitoramento da cigarrinha-do-milho e sua infectividade com os patógenos dos enfezamentos e viroses estão disponíveis no app Epagri MOB - https://www.epagri.sc.gov.br/solucoes/epagri-mob/
Baixe o aplicativo e encontre as informações sobre o Monitora Milho SC em "Informações Ambientais", e aproveite os diversos benefícios do aplicativo. Disponível para Android e iOS.
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