Santa Catarina conta com mais uma ferramenta para subsidiar o manejo da cigarrinha-do-milho. Trata-se do monitoramento do inseto-praga e seus patógenos associados. A cigarrinha-do-milho é o inseto-vetor dos microrganismos causadores das doenças do complexo de enfezamentos, capazes de comprometer substancialmente as safras do grão.
O programa Monitora Milho SC é uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, que é composto por membros da Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural.
Informações sobre o monitoramento:
Os informes também ficam disponíveis em:
https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/monitoramento-da-cigarrinha-do-milho/
No dia 27 de março de 2026 divulgou-se o 31° informe do monitoramento da cigarrinha do milho e de sua infecção pelos patógenos causadores dos enfezamentos, referente à safra 2025/26. O Programa Monitora Milho SC acompanha em torno de 50 lavouras no Estado de Santa Catarina e, na 33° semana de acompanhamento de lavouras, o informe traz uma leve tendência de queda na população da cigarrinha-do-milho. O gráfico mostra que a média, que havia atingido um pico próximo de 170 insetos por armadilha, recuou para cerca de 120, embora os números ainda sejam considerados elevados. No mapa, cidades como Campos Novos e Jacinto Machado permanecem em alerta máximo (cinza escuro), além de municípios do Oeste catarinense, indicando que a praga ainda circula com intensidade em pontos específicos do estado.
A boa notícia é que, com a safra principal já colhida e a safrinha em fase reprodutiva (R1), as lavouras superaram o estágio de maior vulnerabilidade. Como as plantas não estão mais no período crítico para a transmissão de enfezamentos, o impacto na produtividade tende a ser mínimo. O foco agora deve ser o manejo pós-colheita, eliminando o milho tiguera para impedir que essa população remanescente se torne um problema ainda maior no próximo ciclo. Em nossas análises de laboratório para a infecção da cigarrinha com os patógenos do milho, observamos que entre as semanas 32 e 33, a manutenção da ausência do fitoplasma (enfezamento vermelho) por semanas consecutivas é a notícia mais relevante para o produtor. Somado ao fato de o milho já estar em fase reprodutiva, o risco de perdas por doenças de enfezamento na atual safra é baixíssimo. Registra-se as viroses e o espiroplasma em pontos isolados do Grande Oeste e Planalto Serrano.
Medidas gerais de manejo: Reforçamos a necessidade do manejo de lavouras em fase vegetativa, com inseticidas de contato e sistêmicos, aliando-se com biológicos sempre que possível, visando controlar insetos que estão migrando para as lavouras e que podem estar infectados, trazendo assim os patógenos para as novas plantações, e também visando o controle de gerações de insetos que são produzidos dentro do ciclo da cultura, evitando a disseminação da doença na lavoura. Também alertamos para uma boa regulagem de máquinas de colheita, para impedir perdas, proporcionando grãos que fiquem no ambiente e germinem como milho tiguera no período subsequente no ano agrícola. Para além, não semear lavouras de segundo plantio muito próximo ou ao lado de lavouras maduras ou em fase de colheita.
O monitoramento da cigarrinha-do-milho e sua infectividade com os patógenos dos enfezamentos e viroses estão disponíveis no app Epagri MOB - https://www.epagri.sc.gov.br/solucoes/epagri-mob/
Baixe o aplicativo e encontre as informações sobre o Monitora Milho SC em "Informações Ambientais", e aproveite os diversos benefícios do aplicativo. Disponível para Android e iOS.
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