1. CLASSIFICAÇÃO
Espécie: Ceiba speciosa (A.St.-Hil.) Ravenna
Família: Malvaceae
Nomes Populares: Paineira, paineira-rosa, barriguda
Origem: Nativa e não endêmica
Status de Conservação (IUCN): LC (Pouco preocupante)
2. CARACTERIZAÇÃO
Ceiba speciosa destaca-se entre os indivíduos por sua imponência estrutural, valor ecológico e forte expressividade visual. Sua arquitetura e floração marcantes conferem grande relevância paisagística à vegetação local. Segundo Lorenzi (2020), Ceiba speciosa é uma espécie nativa amplamente distribuída no Brasil e reconhecida por seu elevado valor ornamental, estrutural e ecológico em formações florestais e ambientes antropizados.
3. DISTRIBUIÇÃO
Ocorrências confirmadas:
Norte: Pará, Rondônia, Tocantins.
Nordeste: Bahia, Ceará, Paraíba.
Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso.
Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo.
Sul: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
4. SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS
4.1 Provisão – USO MEDICINAL
C. speciosa apresenta um amplo histórico de uso na medicina tradicional, sendo reconhecida pela presença de diversos compostos bioativos que justificam suas aplicações etnofarmacológicas. Diferentes partes da planta, como casca, folhas e flores, são tradicionalmente utilizadas no tratamento de condições como cefaleias, febre, diabetes, diarreias, infecções parasitárias, úlceras pépticas e processos reumáticos, além de afecções respiratórias, distúrbios digestivos, problemas de pele e cicatrização de feridas. Estudos fitoquímicos indicaram a presença de metabólitos secundários como flavonóides, taninos, terpenóides, alcalóides e compostos fenólicos, os quais estão associados a atividades farmacológicas relevantes, incluindo efeitos antioxidantes, antimicrobianos, anti-inflamatórios e analgésicos (BUTLE et al., 2025).
4.2 Provisão – RECURSOS PARA FAUNA ASSOCIADA
Durante seu período reprodutivo, ela também exerce papel ecológico importante nas interações com polinizadores. Sua floração exuberante produz flores vistosas e ricas em recursos nutritivos, atraindo principalmente beija-flores, abelhas, besouros e outros insetos visitantes, além de contribuir para manutenção da fauna polinizadora local. Após a frutificação, seus frutos secos deiscentes liberam sementes envoltas por fibras sedosas, conhecidas como paina, que favorecem dispersão anemocórica e ampliam sua capacidade de colonização em diferente (NETO & DE PAULA, 2017)
4.3 Provisão – RECURSOS BIOLÓGICOS RENOVÁVEIS
Suas fibras possuem alto teor de celulose, o que confere à espécie grande interesse tecnológico, especialmente para a produção de nanocelulose, material com ampla aplicação na indústria de biomateriais (GÓMEZ-MAQUEO & GAMBOA-DEBUEN, 2022). O que configura uma alternativa promissora e sustentável para a obtenção de matérias-primas renováveis, alinhando-se a estratégias de valorização de recursos florestais com menor impacto ambiental.
5. ODS – OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a
pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares,
possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações
Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 no Brasil.
9 - Indústria, inovação e infraestrutura
12 - Consumo e produção responsáveis
13 - Ação contra a mudança global do clima
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUTLE, S. R. et al. A review on pharmacological activity and phytochemical analysis of Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna. International Journal of Scientific Research and Technology, v. 2, n. 7, p. 83–87, 2025.
Carvalho-Sobrinho, J.G. Ceiba in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: https://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora
GÓMEZ-MAQUEO, X.; GAMBOA-DEBUEN, A. The Biology of the Genus Ceiba, a Potential Source for Sustainable Production of Natural Fiber. Plants, v. 11, n. 4, p. 521, 2022.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 8. ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2020. v.1 ISBN 9786587655000 (enc.).
NETO A. R.; DE PAULA, R. C. Variabilidade entre árvores matrizes de Ceiba speciosa St. Hil para características de frutos e sementes. Revista Ciência Agronômica, v. 48, n. 2, p. 318–327, abr. 2017.
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
O ECO. Entenda a classificação da Lista Vermelha da IUCN. Dicionário Ambiental, 6 jan. 2014. Disponível em: https://oeco.org.br/dicionario-ambiental/27904-entenda-a-classificacao-da-lista-vermelha-da-iucn/
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