Os dez quadros são ilustrações botânicas fac-símiles do livro "VIAGEM FILOSOFICA: pelas captanias do Grão Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá" um dos livros que começou o estudo à vegetação brasileira, ele foi escrito por Alexandre Rodriges Ferreira em 1800.
O herbário LUSC tem três exposições que mostram a história da botânica, são as ilustrações fac-símiles da Viagem filosofica pelo Brasil de Alexandre Rodriges de Freitas, e duas relíquias: o fragmento do caule da palma mater e a folha da pereira do 11 de setembro.
O livro viagem filosófica foi feito a partir de uma expedição de naturalistas, ordenada pela coroa portuguesa para conhecer uma de suas colônias, a fim de aprender mais sobre os recursos naturais dessas terras mais inabitadas e fazer novas estratégias de como utilizar/comercializar elas. É um livro não só de botânica mas também sobre a população nativa, a etnografia, medicina e assuntos gerais.
As fac-símiles foram doadas pelo coordenador da reginal do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Santa Catarina e ex-professor acadêmico, Giovanni Tomaselli Guesser.
Em 1809 Dom João, príncipe regente do Reino de Portugal e Algarves, plantou o primeiro indivíduo da espécie Roystonea oleracea O.F.Cook no recém fundado Jardim de Aclimatação, que posteriormente se tornou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Este indivíduo passou a ser conhecido como palma mater (palmeira-mãe), pois de suas sementes germinaram os demais indivíduos de sua espécie que formam as famosas aléias do JBRJ. Posteriormente, apartir das palmeiras-imperiais do JBRJ, se propagaram mudas da espécie por diversas regiões do Brasil. A palma mater se tornou já em meados do século XIX um ícone botânico no Brasil, e as aléias de palmeiras-imperiais do JBRJ um ícone visual relevante do país no exterior. Em 25 de outubro de 1972, com cerca de 38,7 metros de altura e mais de 160 anos, a palma mater foi atingida por um raio que a matou.
Fragmentos do seu caule foram guardados no JBRJ e no Herbário Barbosa Rodrigues (HBR), em Itajaí, Santa Catarina, pelo botânico Padre Raulino Reitz, que dirigiu as duas instituições. Este fragmento foi doado ao Herbário LUSC pela diretoria do Herbário Barbosa Rodrigues.
Roystonea oleracea, da família das arecáceas, é nativa de Guadalupe, Dominica e Martinica nas Antilhas Menores, Barbados, Trinidad e Tobago, norte da Venezuela e nordeste da Colômbia. Está naturalizada em Antígua, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Seu habitat natural têm clima tropical, e ocorre em áreas sujeitas a umidade durante pelo menos parte do ano. É amplamente utilizada como planta ornamental no paisagismo por apresentar aparência considerada “majestosa”.
A árvore sobrevivente
Uma pereira da arborização do centro de Manhattan, Nova York (EUA), plantada próxima das torres gêmeas, foi a última sobrevivente retirada dos escombros do atentado de onze de setembro de 2001. Quebrada e queimada, restou da árvore apenas 2,4 metros de altura. Inicialmente, ela foi considerada morta, mas foi observado o brotamento de folhas novas. “Uma árvore morrendo não dá folhas em outubro a não ser que queira dizer para o mundo: ‘Eu ainda estou viva’”, explica Ronaldo Vega, diretor do memorial do 11 de setembro. A partir desse fato, a árvore foi salva e transplantada para o viveiro de Van Cortlandt Park, no Bronx, onde ficou por 9 anos se recuperando.
Depois da longa espera a pereira foi realocada no memorial e museu do 11 de setembro, na 180 Greenwitch Street, de Manhattan, em dezembro de 2010, onde permanece até hoje, florescendo cada vez mais, e valorizada a partir de um projeto de distribuição de suas sementes. A árvore simboliza para os estadunidenses a habilidade de se recuperar em meio ao impossível, e da importância da resiliência e da esperança. Esta folha da pereira sobrevivente, aqui exposta, foi coletada em 2 de setembro de 2025 pelo professor do CAV/UDESC, Gustavo Fellipe da Silva, e doada ao herbário LUSC.
A pereira sobrevivente é da espécie Pyrus calleryana Decne, da família das rosáceas, nativa do leste asiático. Apresenta estimativa de vida curta, de 15 a 25 anos, e pode atingir 9 a 12 metros de altura. A pereira é uma planta decídua, conhecida pela sua vistosa floração na primavera, que ocorre antes do brotamento das novas folhas. Foram levadas para os Estados Unidos a partir da China em 1909. A espécie é amplamente usada como planta ornamental na arborização urbana em diversas regiões dos EUA, notoriamente em Manhattan, pela sua beleza e floração abundante.
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