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Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí

Notícia

11/02/2026-15h22

Florianópolis cai para a sexta posição na inflação entre as capitais, aponta ICV da Udesc Esag

A capital catarinense liderou o ranking por quase todo o ano passado

Florianópolis iniciou 2026 com inflação de 0,42% em janeiro, índice acima da média nacional de 0,33%, segundo levantamento do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Apesar do resultado elevado, a capital catarinense perdeu a liderança nacional no acumulado de 12 meses, posição que ocupou durante grande parte de 2025.

No ranking de janeiro, Florianópolis aparece entre as capitais com maior variação de preços, dividindo a sexta colocação com a Grande Vitória (ES), ambas com alta de 0,42%. O resultado mantém a cidade à frente de centros como Curitiba (PR), que registrou 0,41%, e São Paulo (SP), com 0,28%, mas indica uma desaceleração relativa frente a meses anteriores.

O maior avanço inflacionário no primeiro mês do ano foi observado em Rio Branco (AC), com 0,81%, seguido por Salvador (BA), com 0,52%, e Campo Grande (MS), com 0,48%. Já as menores variações ocorreram em Belém (PA) e Brasília (DF), ambas com 0,16%.

Segundo os responsáveis pelo cálculo do Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis, a economista Bruna Soto e o administrador Hercílio Fernandes Neto, o comportamento dos preços na capital catarinense segue fortemente influenciado pela alta temporada turística, que costuma pressionar especialmente os custos com serviços e alimentação. “Apesar de ainda apresentar inflação acima da média nacional, Florianópolis perdeu posições no ranking, após ter liderado o acumulado de 12 meses durante praticamente todo o ano passado”, explicam.

Ambos avaliam que o resultado de janeiro ainda indica um cenário de inflação controlada, mas reforçam a necessidade de acompanhar a evolução dos preços nos próximos meses, sobretudo em setores mais sensíveis ao turismo e ao consumo local.

Alimentos seguem como principal pressão no custo de vida

Os dados do ICV da Udesc Esag mostram que os alimentos consumidos no domicílio continuam sendo os principais responsáveis pela pressão inflacionária em Florianópolis no acumulado de 12 meses. A batata inglesa lidera as altas, com aumento de 86,9%, seguida pelo tomate, que encareceu 74,6% no período.

Também registraram elevação expressiva itens como morango (46,2%), mamão (44,1%), café solúvel (41,7%) e melancia (38,2%). Entre os industrializados, produtos de consumo frequente, como chocolate em barra e bombom (34,6%), macarrão (30,4%) e café em pó (29,1%), tiveram aumentos relevantes.

Além da alimentação, outros grupos impactaram o orçamento das famílias na capital. Artigos de higiene pessoal, como maquiagem (60,4%) e papel higiênico (22,2%), e itens ligados à habitação, como pedras para reparos (51,2%) e mão de obra (20,5%), também apresentaram forte elevação. No vestuário, os destaques foram uniforme escolar (23,3%) e agasalho infantil (22,2%).

Por outro lado, algumas quedas ajudaram a amenizar parcialmente a pressão inflacionária. O feijão preto teve recuo expressivo de 32,4%, enquanto produtos como azeite de oliva (-17,7%), arroz agulha (-17,0%) e leite longa vida (-9,5%) ficaram mais baratos no acumulado de 12 meses.

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br 
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