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Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas

Notícia

06/04/2026-17h31

Custo de vida em Florianópolis sobe 0,56% em março, aponta Udesc Esag

No acumulado de 2016, índice soma 1,78%

O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis registrou alta de 0,56% em março de 2026, segundo relatório divulgado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina.

O resultado indica desaceleração em relação ao mesmo mês de 2025, quando a inflação foi de 0,83%, e também frente a fevereiro deste ano (0,79%). Ainda assim, o custo de vida segue em trajetória de alta: no acumulado de 2026, o índice soma 1,78%, enquanto nos últimos 12 meses atinge 4,26%.

O levantamento considera os hábitos de consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e analisou 297 itens ao longo de março. Desse total, 105 produtos tiveram aumento de preços, 95 permaneceram estáveis e 97 apresentaram queda.

"Os principais aumentos registrados no grupo alimentação, são consequências de itens que estão em final de safra, ou fora de safra. vamos aguardar o comportamento dos preços quando voltarem ao período de safra", analisa o coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto.

Alimentação puxa inflação

O principal impacto sobre o índice veio do grupo Alimentação e Bebidas, que subiu 1,54% no mês. Dentro desse segmento, a alimentação no domicílio avançou 2,10%, pressionada principalmente pela disparada de preços em itens básicos.

Entre os destaques estão os tubérculos, raízes e legumes, com alta expressiva de 21,27%. Produtos como cebola (+34,73%), batata inglesa (+27,80%) e tomate (+12,83%) lideraram os aumentos. Hortaliças e verduras também registraram elevação relevante (7,75%), com destaque para a beterraba (+30,33%).

Outros grupos importantes da alimentação também subiram, como leites e derivados (+5,77%) e cereais (+3,83%). Já alguns itens ajudaram a conter a inflação, como aves e ovos (-2,64%) e pescados (-0,70%).
A alimentação fora de casa teve aumento mais moderado, de 0,70%, influenciado principalmente pelo encarecimento de refeições como almoço e jantar (+1,17%).

Transportes e habitação também sobem

O grupo Transportes apresentou alta de 1,80%, sendo o segundo maior impacto no índice geral. O aumento foi puxado pelo transporte público (+4,42%), com destaque para as passagens aéreas (+16,86%), e pelos combustíveis (+3,58%), especialmente o óleo diesel.

Já o grupo Habitação registrou elevação de 0,35%, com aumentos em artigos de limpeza, aluguel e pequenos reparos.

Quedas aliviam pressão

Por outro lado, alguns grupos contribuíram para conter a inflação. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais, que recuou 1,68%, e Vestuário, com queda de 1,11%. Despesas pessoais também tiveram redução de 0,34%.

Peso no orçamento

Os dados mostram que Alimentação e Bebidas (22,32%) e Transportes (22,09%) continuam sendo os grupos com maior peso no orçamento das famílias da capital catarinense, o que explica o forte impacto dessas categorias no resultado geral.

O ICV de Florianópolis é calculado desde 1968 e segue sendo uma das principais referências para acompanhar o custo de vida na capital, refletindo diretamente as variações de preços que afetam o dia a dia da população.

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
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