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Notícia

14/08/2025-17h46

Inflação em julho em Florianópolis é a menor do ano, aponta ICV da Udesc Esag

Mas o Índice de Custo de Vida ainda é superior à média nacional

Florianópolis encerrou o mês de julho com inflação de 0,30%, o menor índice registrado na cidade esse ano. Ainda assim, o resultado é superior à média nacional de 0,26%, segundo dados do Índice de Custo de Vida (ICV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A capital catarinense saiu da liderança e ficou na quinta posição entre as maiores altas do país, atrás de São Paulo (0,46%), Porto Alegre (0,41%), Curitiba (0,33%) e Recife (0,32%).

O ICV é calculado mensalmente pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Udesc, com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Embora o índice seja o menor registrado em 2025, ainda não é possível garantir se a queda se confirma como uma tendência. O coordenador do ICV da Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto, lembra que em breve novas pressões continuarão impactando o custo de vida local.

“Nos próximos meses devemos ter um aumento da tarifa de energia elétrica, com o vencimento do contrato da Celesc. Por isso, é provável que o alívio observado agora seja temporário”, observa Neto.
Em contraste ao que evidencia o ICV em julho em Florianópolis, algumas cidades apresentaram queda no nível geral de preços, como Campo Grande (-0,19%), Rio Branco (-0,15%) e Goiânia (-0,14%), evidenciando diferenças no comportamento da inflação pelo país.

Inflação - julho de 2025

1 São Paulo (SP) 0,46
2 Porto Alegre (RS) 0,41
3 Curitiba (PR) 0,33
4 Recife (PE) 0,32
5 Florianópolis (SC) 0,30
6 Aracaju (SE)  0,28 
7 Rio de Janeiro (RJ)  0,24 
8 Belo Horizonte (MG)  0,22 
9 Fortaleza (CE)  0,11 
10 Grande Vitória (ES)  0,1 
11 Salvador (BA)  0,02 
12 Brasília (DF)  0,01 
13 São Luís (MA)  -0,02 
14 Belém (PA)  -0,04 
15 Goiânia (GO)  -0,14 
16 Rio Branco (AC)  -0,15 
17 Campo Grande (MS)  -0,19 


Tomate dispara 82,5% e puxa alta de alimentos

O tomate foi o vilão da inflação no período analisado, acumulando alta de 82,50% nos últimos 12 meses. O produto lidera a lista de maiores aumentos no grupo de alimentos, seguido pelo café em pó (+59,18%) e pelo café solúvel (+58,93%).

A escalada de preços não se restringiu aos hortifrutis. Entre as carnes, o filé mignon ficou 37,63% mais caro, enquanto a costela bovina subiu 34,48%. No setor de doces, chocolate em barra e bombons registraram aumento de 37,00%.

Mesmo fora da cozinha, o impacto também foi sentido: pedras para reparos na construção subiram 57,67%. Especialistas apontam que os reajustes estão ligados a fatores como clima adverso, alta nos custos de insumos e transporte, além de oscilações na demanda.

Frutas como morango (+43,77%) e mamão (+38,38%) também encareceram, pressionando ainda mais o orçamento doméstico.

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicação.esag@udesc.br 
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