Arquivos Marginais - 2º biênio
Coordenadora: Viviane Trindade Borges
Contato: viviane.borges@udesc.br
Resumo: criado em 2011 no Laboratório de História Pública e Patrimônio Cultural da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), o Arquivos Marginais (AM) é um programa de extensão dedicado à problematização das instituições de isolamento, especialmente as prisões, a partir da articulação entre pesquisa histórica, salvaguarda documental, direitos humanos e história pública. Em 2013, por iniciativa da Profa. Dra. Viviane Borges, coordenadora do projeto, o acervo de prontuários da antiga Penitenciária de Florianópolis (1930–1979) foi doado ao IDCH/UDESC, constituindo um dos raros conjuntos documentais sequenciais sobre o sistema prisional brasileiro. Desde então, o Arquivos Marginais atua no apoio à salvaguarda desse acervo e coordena a construção de uma base de dados em constante atualização, que reúne informações como ano da prisão, número do prontuário, naturalidade, data de nascimento, nível de instrução, profissão, residência, data de entrada, crime (segundo o Código Penal da época) e local do delito. A sistematização desses dados tem possibilitado a produção de gráficos estatísticos e mapas, disponibilizados publicamente no site do projeto (www.arquivosmarginais.com ), ampliando o acesso à informação e oferecendo leituras críticas sobre o sistema prisional catarinense. O projeto compreende esses documentos como arquivos marginais — prontuários, cartas, bilhetes, diários, desenhos, fotografias e objetos produzidos em contextos de confinamento — e assume a expressão como uma postura ética e política voltada à visibilização de existências historicamente silenciadas e à problematização dos mecanismos institucionais de controle, exclusão e apagamento. O trabalho com fontes sensíveis é orientado por rigor ético, com acesso restrito ao acervo e submissão das pesquisas ao Comitê de Ética em Pesquisa (Plataforma Brasil). Ao longo de mais de uma década, o acervo tem fundamentado numerosas pesquisas acadêmicas — incluindo dissertações, teses, iniciações científicas e publicações nacionais e internacionais — e também atende a demandas de familiares que buscam reconstruir memórias vinculadas à antiga Penitenciária de Florianópolis, atuando como mediador entre o acervo e a sociedade, de forma responsável e humanizada.
Ações:
Prestação de serviço 1: Observatório das Prisões de Santa Catarina: dados, memória e direitos humanos em ambiente digital;
Prestação de serviço 2: Construção de base de dados e apoio à salvaguarda do acervo de prontuários do IDCH;
Curso 1: Ciclo Formativo “Memória, Direitos Humanos e Patrimônios Sensíveis”;
Curso 2: Curso de Formação História das Prisões - Segunda edição;
Prestação de serviço 3: Atuação no Conselho da Comunidade de Execução Penal de Florianópolis;
Evento 1: Circulação acadêmica e intercâmbio metodológico em memória, direitos humanos e patrimônios sensíveis.
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