O Seminário pretende criar um espaço de reflexão sobre algumas das proposições que ficaram conhecidas como “epistemologias periféricas”, buscando as tensões e desafios que elas estabelecem para a pesquisa acadêmica e seus desdobramentos. A proposta de reflexão se concentra na produção acadêmica oriunda de intelectuais do feminismo negro, do universo indígena pluri étnico e das críticas decoloniais latino-americanas. O pressuposto é o de que o conhecimento está diretamente relacionado aos corpos que o produzem e ao contexto no qual estes corpos estão inseridos. Nesse sentido a reflexão caminha não só por conhecimentos sobre realidades “invisibilizadas” e sobre saberes “subalternos” mas, também pelas relações de produção de conhecimento em sua imbricação com as formas de dominação de gênero, raça, classe, etnia, entre outras. A discussão deve girar em torno de conhecimentos que tem origem em uma relação do tipo “centro-periferia”, como parte do conflito gerador de novas epistemes, relação saber-poder-resistência. Assim, como pano de fundo do seminário e suas leituras, estão as tensões e contradições presentes nas lutas sociais, nas políticas (e necropolíticas) públicas, entre as quais as políticas de ação afirmativas e os movimentos e iniciativas culturais e artísticos de caráter popular.