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Notícia

01/09/2025-14h52

Aluno da Udesc Cefid que é medalhista mundial pede apoio para ir às Surdolimpíadas

Vitor faz Licenciatura em Educação Física e defende o Brasil no futsal e no futebol para surdos - Foto: Divulg.
O estudante Vitor Theotonio Figueiroa, do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), alcançou um sonho em junho, com a medalha de prata pela seleção brasileira no Campeonato Mundial de Futsal para Surdos, e agora busca apoio para conseguir defender o futebol do Brasil nas Surdolimpíadas de Verão 2025, que ocorrerão entre 15 e 26 de novembro, em Tóquio, no Japão.

Como a Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) não tem recursos suficientes para levar toda a delegação, cada atleta convocado precisa cobrir parte dos custos, como passagens, hospedagem e alimentação. Você pode ajudar o Vitor nesta campanha online.

Vitor tem 31 anos e joga como meio-campista no futebol e como ala no futsal, sendo um dos principais jogadores das duas seleções para surdos há mais de cinco anos. Além da medalha de prata pelo futsal no mundial, ajudou o Brasil a ser bronze nessa modalidade durante as Surdolímpiadas de Inverno 2024, em Erzurum, na Turquia.

Pelo futebol, também no ano passado, integrou a equipe medalhista de prata na sexta edição dos Jogos Pan-Americanos de Surdos, em Canoas (RS), resultado que classificou a seleção para as Surdolimpíadas de Verão deste ano. A preparação para essa competição já começou, com treinos realizados em São Paulo, e a expectativa é boa para alcançar o mesmo sonho atingido recentemente pelo futsal na Itália.

Conquista inédita

A medalha de prata em junho marcou a primeira vez do Brasil em pódios do Campeonato Mundial de Futsal para Surdos. A seleção jogou cinco partidas na primeira fase e teve 100% de aproveitamento, com vitórias contra Finlândia (4 a 2), Kuwait (7 a 4), Suécia (3 a 1), Ucrânia (4 a 3) e Cazaquistão (4 a 2). Depois, foram mais duas vitórias, por 6 a 3 contra a Polônia nas quartas de final e 5 a 4 contra a Itália na semifinal. Já na final, o Brasil enfrentou o Irã, que é referência mundial na modalidade, e perdeu por 2 a 0.

Vitor foi titular na campanha dessa conquista inédita, tendo jogado de ala nos dois lados da quadra, e foi um dos três principais artilheiros do time, com cinco gols, além de ter contruídos com assistências para outros gols.

"O Brasil se mostrou uma seleção muito tranquila", afirmou Vitor, em entrevista que foi concedida com o apoio de dois intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) da universidade, Vitória Cristina Amancio e Jefferson Osiel Lucinda, por intermédio do Núcleo de Acessibilidade Educacional Setorial da Udesc Cefid (NAE).

Ele comentou que, como os jogadores da seleção são amadores e têm outras ocupações, houve pouco tempo de preparação para o mundial e, além disso, o clima na Itália esteve muito quente, mas ações como o apoio da fisioterapia e a realização de palestras ajudaram a equipe a se manter serena na competição.

"A conquista dessa medalha sempre foi um sonho", destacou Vitor, "pois o Brasil sempre ficava próximo dos pódios em competições anteriores". Entre os jogos marcantes da campanha, ele mencionou o momento em que virou goleiro contra a Polônia, nas quartas de final, quando a seleção perdia por 2 a 1, e ajudou na reação, que resultou na virada para 6 a 3.

Sobre a semifinal contra a Itália, anfitriã do torneio, o acadêmico da Udesc Cefid relatou que houve muita pressão da torcida da casa, enquanto o Irã , além de ser o favorito na final, entrou bem motivado devido à situação geopolítica do país na época.

Primeiro aluno surdo do centro

Vitor ingressou na Licenciatura em Educação Física da Udesc Cefid no semestre passado, sendo o primeiro aluno surdo na história do centro, que foi criado há 52 anos, e agora está na segunda fase do curso. Na entrevista, ele afirmou que está gostando bastante da universidade e tem acompanhado aulas e palestras com o apoio de monitores disponibilizados pela instituição, além de conhecer várias pessoas e fazer amizades.

"Tinha conhecimento básico do esporte em geral e estou gostando das metodologias. Há momentos mais árduos no curso, com muitas provas, algumas mais complexas, mas a troca de ideias e conhecimentos com amigos tem me auxiliado", ressaltou.

O acadêmico também explicou como o curso da Udesc Cefid tem colaborado para seu desenvolvimento como atleta. "Sinto que minha afinidade com o esporte tem mudado, tem feito uma diferença em mim. A forma como eu tenho adaptado minhas práticas também tem sido influenciada pelo curso. Anteriormente, eu me sentia pronto para tudo e hoje eu entendo que existem práticas a serem melhoradas. Então, eu vejo esse incentivo e, para mim, isso é muito importante."

"Esse aprendizado, no futuro, será muito importante. Também me vejo como professor surdo no futuro para incentivar as crianças surdas. Ter um professor surdo na Educação Física pode fazer muita diferença na vida dos alunos", ressaltou Vitor, que espera também ver futuramente mais estudantes surdos na Udesc Cefid.

Campanha de arrecadação

O treinador da seleção brasileira de futebol para surdos, Paulo Cazarotto, está divulgando vídeos e participando de entrevistas neste perfil do Instagram para ajudar todos os atletas convocados na arrecadação.

Quem quiser ajudar o Vitor pode acessar a campanha dele no site Vakinha ou fazer um pix para a chave vitorteho71@gmail.com.

Mais informações podem ser obtidas no Instagram do atleta.

Novidades da Udesc Cefid também estão disponíveis nas mídias sociais do centro: Instagram, Facebook, X (Twitter), Bluesky e WhatsApp.

Assessoria de Comunicação da Udesc Cefid
Jornalista Rodrigo Brüning Schmitt
E-mail: comunicacao.cefid@udesc.br
WhatsApp: (48) 98801-7729
Telefone: (48) 3664-8637 

* Notícia atualizada em 04/09/2025, às 18h51.
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