Curso aplicado no CCT aposta em modelo full stack em aulas para concluintes ou já formados no Ensino Médio
Luis Alfredo: alunos interessados e com bom desempenho.
Foto: Beatriz Cordeiro
Com quatro encontros realizados até agora, o curso Desenvolvimento de Software, oferecido a concluintes ou já formados no Ensino Médio por meio do programa Bolsa Futuro Digital, está apresentando dados promissores na Udesc Joinville. Na avaliação da coordenadora regional do projeto, Larissa Stephanie, a alta demanda por inscrições e a recepção dos alunos ao conteúdo das primeiras aulas podem justificar a abertura de nova turma, proposta que irá apresentar à direção da universidade. Questionado a respeito, o chefe do Departamento de Ciência da Computação, Rui Jorge Tramontin Junior, declarou que em princípio a instituição tem interesse, mas prefere aguardar o término do primeiro módulo do curso, em junho, para fazer uma avaliação mais embasada.
A realização do curso no campus do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) é resultado de uma parceria entre a universidade e o Instituto Hardware BR (HBR), responsável pela aplicação de capacitações vinculadas ao programa. O curso tem duração de nove meses, paga bolsa de estudo aos participantes, e prevê um período de estágio dentro de uma indústria nos três meses finais. Houve 60 inscrições para 25 vagas.
Diferentemente de outros lugares onde o programa está sendo realizado, no CCT optou-se por oferecer uma formação abrangente chamada full stack, ao invés de dividir em turmas de front-end e turmas de back-end. No primeiro caso, o estudo foca no desenvolvimento da parte visual, voltada para o usuário final da aplicação; no segundo, a aprendizagem é direcionada para comunicação com o servidor do sistema, banco de dados e lógica. “É a parte que o usuário não vê, mas que faz o trabalho por baixo dos panos”, sintetiza o professor Luis Alfredo da Silva, selecionado para ministrar o curso na Udesc Joinville.
Perfil diferenciado
A escolha pelo método full stack deveu-se ao perfil dos candidatos. Segundo a coordenadora Larissa, o processo seletivo realizado pela HBR identificou grande interesse pela área de tecnologia, mas bastante dúvida sobre o segmento e mesmo insegurança para iniciar uma graduação. “A partir dessa necessidade, e sendo este um projeto piloto, nós nos perguntamos: por que não tentar um curso full stack?”, relata.
Em tese, a formação completa abre mais portas no mercado de trabalho para esse jovem. “Mas é um curso inicial”, explica Larissa, “que fornece a base para ele iniciar um trabalho e depois dar continuidade, ou aprendendo sozinho ou fazendo uma graduação. Aí seria a hora de decidir se prefere front ou back”.
De acordo com a coordenadora, a estratégia está funcionando: “A turma está animada exatamente por conta disso. Estão até ansiosos, querendo entender o que vai funcionar para cada um deles”. E o professor Luis Alfredo percebe esse interesse em sala. “Eles são dedicados, fazem tudo o que eu peço, tiram dúvidas, enfim, estou gostando do desempenho deles”, afirma Luis, atualmente mestrando do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada, .
Programa nacional
Criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Bolsa Futuro Digital propicia “capacitação acelerada em tecnologia da informação para estudantes de nível médio, baseada em metodologia de resolução de problemas e desafios propostos por empresas, permitindo melhor avaliação do profissional antes de sua contratação”, conforme material do programa. A vinda do projeto para a Udesc Joinville foi intermediada junto ao MCTI pelo professor Roberto Rosso, do Departamento de Ciência da Computação. As aulas estão sendo ministradas às terças e quintas-feiras, na sala D-18.
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