Professora Alessandra Swarowsky levou experiência de
Florianópolis para a Flórida - Foto: Arquivo pessoal
Um projeto similar à Iniciativa Brasileira de Reabilitação na Doença de Parkinson (BParki), desenvolvida na década passada pelo
Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foi contemplado com financiamento internacional para ser implementado nos Estados Unidos, ampliando assim o alcance da ação que começou no Bairro Coqueiros, em Florianópolis.
Trata-se do
Central Florida Parkinson's Access Initiative, projeto de atendimento de pessoas com doença de Parkinson criado pela mesma idealizadora do BParki, a professora
Alessandra Swarowsky, que trabalhou na Udesc Cefid entre 2010 e 2019 e hoje atua no
Departamento de Fisioterapia da Universidade AdventHealth, em Orlando, na Flórida.
O BParki foi criado em 2011, na
Clínica Escola de Fisioterapia da Udesc Cefid, oferecendo atendimentos gratuitos de fisioterapia, terapia ocupacional e avaliação cardiopulmonar a pacientes com Parkinson. Ele nasceu de forma modesta, com apenas cinco participantes, expandiu-se ao longo dos anos e chegou a atender cerca de 60 pessoas semanalmente.
Na época, o BParki consolidou parcerias com a
Associação Parkinson Santa Catarina (Apasc) e a
Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), promovendo abordagem multidisciplinar com diversas áreas da saúde.
Esse projeto deixou de existir após a professora Alessandra sair da Udesc Cefid. Atualmente, pessoas com doença de Parkinson podem ter gratuitamente exercício físico e avaliações físicas e psicológicas em outro projeto da unidade, o
AtivaPark, coordenado pela professora
Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães, do
Departamento de Educação Física.
Experiência determinante
A experiência construída por meio do BParki na Udesc Cefid foi determinante e serviu como modelo para a professora Alessandra Swarowsky criar uma versão similar dele nos EUA.
"Esse projeto sempre foi a minha 'menina dos olhos', a minha maior motivação profissional. Assim como o projeto que desenvolvi no Cefid, busquei formas de implementá-lo também aqui nos Estados Unidos", destaca Alessandra, que tem doutorado em Neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e dois pós-doutorados, em Neurociências pela UFRGS e em Fisioterapia pela Faculdade de Medicina Miller, da Universidade de Miami, onde também foi docente.
A nova proposta dela foi submetida a uma fundação norte-americana e recebeu destaque entre os avaliadores. Segundo a professora, o reconhecimento veio acompanhado de apoio financeiro, que "é fundamental para viabilizar a sustentabilidade do programa. Ele permite garantir a oferta contínua dos serviços, assegurar a qualidade do atendimento e estruturar o treinamento de estudantes e profissionais envolvidos".
Com o financiamento, o Central Florida Parkinson's Access Initiative será implementado de forma contínua, diferentemente de muitas ações internacionais que ocorrem de maneira pontual. Apesar de manter o conceito central do BParki, o projeto passará por adaptações para se adequar ao contexto dos EUA. "O conceito central do programa permanece o mesmo; o que se modifica é a estrutura de implementação", explica Alessandra.
Sistema de saúde diferente
Entre os principais desafios, estão as diferenças no sistema de saúde e na organização acadêmica. "O principal desafio está relacionado ao sistema de saúde dos Estados Unidos, que é predominantemente privado. Nesse contexto, a captação de recursos financeiros torna-se essencial e altamente competitiva", pontua a professora.
Desse modo, o foco da iniciativa será oferecer sessões gratuitas de fisioterapia e terapia ocupacional, além de avaliação cardiopulmonar, para pessoas com doença de Parkinson que não possuem seguro de saúde ou que já esgotaram a cobertura dos seus planos. "A proposta é ampliar o acesso às melhores práticas de reabilitação para populações em situação de vulnerabilidade que convivem com a doença."
Outro objetivo será a formação dos estudantes no manejo clínico de pessoas com Parkinson, especialmente considerando que a incidência da doença na Flórida é uma das mais altas dos EUA, em função da elevada proporção de idosos nesse estado.
Além disso, a internacionalização do projeto originalmente criado na Udesc Cefid abre portas para novas conexões. "Estabelecer uma parceria com o Cefid seria a concretização de um grande sonho. Acredito que essa colaboração internacional pode potencializar o impacto do programa, promovendo intercâmbio acadêmico e expandindo o cuidado à comunidade", afirma Alessandra.
Mais informações
Mais informações podem ser obtidas na
página do novo projeto e pelo e-mail
alessandra.swarowskymartin@ahu.edu.
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Assessoria de Comunicação da Udesc Cefid
Estagiária de Jornalismo Beatriz Perrone
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* Sob supervisão do jornalista Rodrigo Brüning Schmitt