Madrigal, grupo vocal da Udesc, apresentou obras clássicas
e nacionais. Foto: Kauanna Travassos
Um encontro cultural com música, teatro e arte movimentou não apenas o Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí (Cesfi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), como também a cidade de Balneário Camboriú. A quinta edição itinerante do
Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler (FIK) 2025, foi realizada em 30 de outubro, durante todo o dia.
Reunindo atividades gratuitas para a comunidade interna e externa da instituição, o evento integra a programação especial dos 60 anos da Udesc, celebrados em 20 de maio deste ano.
O encontro começou com a continuação da produção do mural “Udesc 60 anos”, que faz parte do acervo do Museu a Céu Aberto de Balneário Camboriú (MCA), do artista Marcelo Urizar. Uma obra que serve como homenagem artística à instituição.
Já no espaço interno do Teatro Municipal Bruno Nitz, onde aconteceram algumas das atividades da iniciativa, a mostra “Olhares da Vila” ficou exposta nas paredes do local. A coleção é resultante do projeto social de mesmo nome, que atua na alfabetização audiovisual de crianças e adolescentes que residem na comunidade da Vila Fortaleza, em Balneário Camboriú.
No FIK foi possível ver fotos tiradas pelos próprios jovens, que tiveram aulas sobre diversos assuntos envolvendo a produção visual, como edição, filmagem, fotografia e roteiro.
Relatos de como foi participar do projeto foram escritos pelas crianças e completavam a exposição, assim como interações audiovisuais com recortes das produções que os alunos realizaram ao longo da iniciativa. A mostra incluiu partes do filme que está em criação pela ação e que será lançado no final deste mês.
Espetáculos teatrais também fizeram parte da programação do evento. O “Reconto: Lendas Brasileiras e Contos Encantados em Cordel”, uniu música e rima para contar sobre a história dos cordéis. Com os artistas Duilio de Pol e Joseane Berenda, a obra visa explorar a literatura por meio das lendas brasileiras e contos de fadas.
Uma história sobre a queda de uma aristocrática família brasileira foi contada pela Cia Boato. "Dondoca Decadence" trouxe uma sátira sobre o luxo com uma apresentação teatral com uso de luzes, objetos e caracterização dos personagens. O grupo ainda trouxe dinâmicas para a interação com o público.
Além da Udesc, a cidade
A música também movimentou a região. O Madrigal, um projeto de extensão do Departamento de Música da Udesc, formado por alunos e ex-alunos da universidade, teve uma apresentação no final da tarde.
O grupo “é uma continuidade ao conteúdo curricular ministrado nos cursos de música, os participantes dele não são apenas cantores em formação, mas também compositores”, explicou Cristina Emboaba, coordenadora do “Engenho Musical”, programa ao qual o projeto é vinculado, logo antes da apresentação.
Kauanna Travassos, aluna de Administração Pública e bolsista na comunicação da Udesc Balneário Camboriú, acompanhou o evento e destacou a sua experiência com o Madrigal. “Foi incrível, foi mágico. A gente sentia aquela vibração, aquele canto”, disse a estudante.
Além deste projeto, o Coletivo Nova Lua levou não apenas à universidade, como às ruas da cidade de Balneário Camboriú, o maracatu de baque virado, uma expressão cultural brasileira que une música, dança e elementos de tradições africanas, indígenas e portuguesas.
“Eles estavam com o pessoal lá na rua, as pessoas paravam, tiravam foto, a criançada dançava, foi um evento muito legal porque movimentou tanto o pessoal ali dentro da universidade quanto lá fora”, falou Kauanna.
O momento evidenciou a importância da cultura e da sua presença na universidade, especialmente por meio de encontros como o FIK, afirmou a estudante. “Tanto para a população quanto para os alunos e crianças, o festival trouxe essa mensagem importante de conexão com a diversidade cultural que o nosso país tem”, completou.
Sobre o FIK
A realização do Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler em 2025 celebra os 60 anos da Udesc e os 40 anos da Udesc Ceart, unidade de ensino responsável pela criação e realização dos primeiros festivais, em 2018 e 2020. Juntas, essas duas edições reuniram cerca de 10 mil visitantes e mais de 240 atividades gratuitas e abertas ao público em Florianópolis.
Em 2025, o FIK se torna um festival institucional, organizado pela Coordenadoria de Cultura (Ccult), vinculada à Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade (Proex) da Udesc, com envolvimento e colaboração de todos os centros da universidade.
A primeira edição itinerante do festival ocorreu em Lages, em julho, a segunda em Ibirama, a terceira, em Caçador, ambas no mês de agosto e em Laguna, no dia 25 de setembro. Além de Balneário Camboriú, o festival será realizado ainda Florianópolis (evento principal, de 19 a 23/11) e Chapecó (13/12).
Para mais informações acesse a
página do festival.
Assessoria de Comunicação da Udesc
E-mail: comunicacao@udesc.br
Telefone: (48) 3664-8006