31ª edição do Baja SAE Brasil reúne 62 equipes em São José dos Campos até domingo
Integrantes do grupo antes de embarcar: experiência e
aprendizado. Foto: Beatriz Cordeiro
A equipe do projeto de extensão Velociraptor Baja, da Udesc Joinville, embarca nesta terça-feira para São José dos Campos (SP), onde participa da 31ª edição do Baja SAE Brasil. A tradicional competição dos cursos de Engenharia ocorre entre 25 e 29 de março, reunindo 62 equipes de universidades de todo o país. Os três primeiros colocados conquistam vaga ao mundial da modalidade, realizada anualmente nos Estados Unidos.
Capitaneados por César Pessotti, os oito integrantes da equipe apostam no velho chassi Baja de dois anos atrás, que fará a última competição. Para o próximo ano o grupo vai construir tudo do zero, e com tração 4x4. Embora o atual 4x2 tenha poucas chances na prova principal — o enduro, que dura quatro horas e tem muitos obstáculos —, ele compete bem na prova Super Prime por ser veloz e ganhar em manobrabilidade.
Câmbio CVT made in CCT
Um dos diferenciais da Velociraptor Baja é que o câmbio CVT foi projetado e construído pelos alunos, enquanto a maioria absoluta das outras equipes prefere comprar o sistema de transmissão comercial.
O grupo também conta com a experiente piloto Antônia Naidek, que assumiu o posto quando ainda era caloura. Acostumada a dirigir tratores e outras máquinas agrícolas, Antônica se deu bem guiando gaiolas móveis em terrenos acidentados. A expectativa da piloto para este ano é conseguir um desempenho que faça esquecer a última competição, em 2024, na edição regional de Caxias do Sul, quando a equipe do CCT teve vários problemas.
Quem também deve competir pela última vez é o capitão César. “Quem entra no Baja não quer mais sair, mas precisa encaminhar o curso, fazer estágio, e isso aqui consome muito tempo dos alunos”, diz. Para dar ideia do interesse dos estudantes pelo Baja, César diz que o processo seletivo recém foi aberto e já conta com 40 inscritos.
O que é o Baja
O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul (EUA) e chegou ao Brasil em 1991. Os veículos são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas e motor padrão de 13HP, que devem ser capazes de transportar pilotos com até 1,90 m de altura, pesando até 109 kg, e de enfrentar provas de resistência nos terrenos mais árduos.
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