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Notícia

06/04/2026-13h59

Da graduação à docência na Udesc: entrevista com Alicia Cupani, do Departamento de Música

Professora de Canto na Udesc, Alicia é egressa do curso de Licenciatura em Música

Professora Alicia Cupani. Foto: arquivo pessoal
Esta é a segunda parte de uma série de conversas com professores do Centro de Artes, Design e Moda (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) que também são egressos da unidade de ensino. O especial integra os conteúdos que celebram os 40 anos do Ceart.

Alicia Cupani ingressou como estudante na Udesc em 1994, movida por sua paixão pela música. Sua história na universidade, no entanto, começou antes, quando ainda era criança e participou de um projeto de extensão do Ceart no qual aprendeu a tocar um instrumento e teve aulas de canto. “Fiz aula de piano e participei do coral infantil, onde realmente me encantei com a parte vocal”, revela Alicia.

Formada em Licenciatura Plena em Música desde 1999, ao longo de sua trajetória Alicia se dedicou à voz, tornando-se uma referência na área. Em 2006, concluiu o mestrado em Música pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Com uma sólida formação acadêmica, ela se tornou professora efetiva no Departamento de Música (DMU) em 2009, após atuar como substituta por quatro anos.

Além de coordenar o Programa de Extensão VivaVoz, que promove o ensino e a performance do canto, Alicia também já foi chefe do DMU e atualmente é Diretora de Extensão, Cultura e Comunidade (DEX) do Ceart. Recentemente, a docente obteve o título de doutora em Ciências da Educação pela Universidad de Granada, na Espanha.

Núcleo de Comunicação (N.C.): Como você descreve a experiência de estudar no Ceart?
Alicia Cupani (A.C.):
O Ceart sempre foi muito rico, com muita troca. Claro que, nos anos 90, com o prédio da Música recém-inaugurado, não era como hoje em dia, mas já tinha o espírito do Ceart. Os alunos sempre foram muito diversos e fazendo o curso de música você encontrava gente mais nova como eu, que entrei direto do ensino médio, mas que já tinha uma bagagem músical. Também encontrava pessoas mais velhas que estavam fazendo uma segunda graduação ou, ainda, profissionais já atuantes.

N.C.: O que você considera destaque no curso?
A.C.:
Na minha opinião, um dos pontos altos são todas as possibilidades que o curso oferece, além do fato de os professores serem muito atuantes nas suas áreas, na extensão e na pós-graduação. Temos esse corpo docente que é muito atuante e produtivo no bom sentido. Outro destaque seriam os próprios alunos, que normalmente têm uma bagagem musical significativa e, quando não têm, são muito ávidos por aprender.

N.C: Como foi a decisão de voltar para a Udesc como professora?
A.C.:
Eu sou filha de professor, então acho que sempre tive familiaridade com o ensino e com a docência. Era algo presente na minha casa. Como me formei em licenciatura, que é um curso voltado à formação de professores, nunca descartei essa possibilidade.

Em 2002, quando entrei como professora substituta, realmente me encantei quando eu vi esse outro lado. Depois, precisei sair e fui fazer o mestrado, estudei, desenvolvi bastante minha carreira de cantora. Quando abriu o concurso, lembro que pensei: "Essa vaga é minha". Não tive dúvidas de que era um lugar onde eu seria feliz trabalhando e também teria potencial para realizar muitas coisas.

N.C: De aluna para professora, quais foram as mudanças mais visíveis durante sua trajetória no curso?
A.C.:
É muito diferente. Permanece a riqueza das trocas humanas, pois acredito que, nesse ponto, alunos e professores aprendem muito uns com os outros. Mas, do ponto de vista profissional, há uma demanda muito maior. Não se trata apenas de estar em sala de aula: o professor tem diversas responsabilidades, inclusive burocráticas, para manter a universidade em funcionamento.

O professor efetivo, por exemplo, desenvolve projetos de pesquisa e extensão, orienta bolsistas e TCCs e contribui para a produção de conhecimento na área. Além disso, há também a gestão do curso. É um universo muito amplo. O professor universitário tem um universo muito amplo.

N.C.: O que você aprendeu como aluna e hoje aplica como docente?
A.C.:
Foco muito nas coisas em que não concordava quando aluna, observando as experiências que não eram produtivas na maneira de ensinar música. Como professora, tento fazer diferente ou, pelo menos, sempre buscando melhorar. Também tive muitos professores aqui no Ceart que tinham esse trato aberto, humano e acolhedor, que tornavam esse lugar muito especial. Afnal ser professor não é só dar aula, e tive muitos exemplos bons nesse sentido.

N.C.: E em relação ao Ceart como um todo, o que você aprendeu e hoje leva consigo?
A.C.:
Aprendi a olhar além do que a superfície, a aprofundar as questões e a vivenciar tudo de forma mais significativa.O Ceart teve um papel fundamental nisso, com professores e pessoas muito engajadas na arte. Isso acaba desenvolvendo uma sensibilidade maior para compreender o mundo.

N.C.: Como uma pessoa que faz parte da história do Ceart, o que você imagina para os próximos anos?
A.C.
: Imagino o centro cada vez melhor, mantendo a sua essência de trocas e de diversidade em todos os sentidos. O Ceart tem evoluído em termos de qualidade, tanto nos cursos quanto na produção acadêmica. As pós-graduações têm sido muito bem vistas no cenário nacional e internacional. A tendência é continuar crescendo e contribuindo para a valorização do ensino e difusão das artes, da formação crítica e plural.

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Entrevista por Isabella da Rosa, estagiária de jornalismo


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