Tendência observada em Florianópolis tem relação com o aumento da tarifa da Celesc. Foto: Allan Carvalho - PMF/Florianópolis
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, recuou 0,11% em agosto. O resultado mostra uma desaceleração nos preços ao consumidor, mas com variações importantes entre as capitais pesquisadas. Na contramão da média nacional, a Grande Vitória (ES) registrou a maior alta no mês, com avanço de 0,23%. Brasília (DF), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também tiveram inflação de 0,11%, resistindo ao movimento de queda observado no restante do país.
Entre as capitais com deflação mais acentuada, Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) lideraram, ambas com retração de 0,40%. O Rio de Janeiro (RJ) também teve queda expressiva, de -0,34%, seguido por Campo Grande (MS) (-0,28%), São Luís (MA) (-0,27%), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE), ambos com -0,26%. Capitais nordestinas como Recife (PE), com -0,24%, e Salvador (BA), com -0,08%, também apresentaram recuos. No Norte, Belém (PA) e Rio Branco (AC) registraram -0,15% e -0,08%, respectivamente.
Especialistas responsáveis pelo
Índice do Custo de Vida (ICV) em Florianópolis, no
Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), destacam que o resultado reflete fatores regionais, como comportamento dos preços de alimentos, energia e combustíveis, que variam de acordo com a dinâmica local. A heterogeneidade dos números evidencia os diferentes impactos da inflação sobre as famílias brasileiras em cada região.
"A diferença apresentada no mês teve como causa principal o aumento anual da tarifa da Celesc", confirma o administrador Hercílio Fernandes Neto, responsável pelo cálculo do Índice do Custo de Vida (ICV) em Florianópolis.
Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
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