Maria Helena Tomaz | maria.tomaz@udesc.br
O projeto propõe outras narrativas sobre a população negra em Santa Catarina, direcionado
para a equidade racial, para transformação da história e historiografia do Brasil. O campo de
manifestações culturais é o epicentro para fundamentar expressões do associativismo negro para
problematizar e potencializar a gestão, disseminação da informação e de conhecimentos sobre a
história, cultura africana e afro-brasileira. A partir da ocupação de espaços, produção intelectual
e cultural, se fortalecem saberes que possuem múltiplos repertórios e ricas narrativas, além de
conter as experiências compartilhadas de memória ancestral, pertencimento étnico-cultural e
da resistência à dominação e opressão que a população negra vivencia. No contexto social e
cultural, o samba remete à resistência histórica frente ao escravismo, à colonização e às tentativas
de supremacia cultural branca que nega a importância das culturas negras na formação do Brasil.
O projeto, de perspectiva decolonial, objetiva desenvolver Encontros Históricos e Culturais do
Samba, e registros audiovisuais em regiões de Santa Catarina, resgatando memórias, confluindo
o associativismo negro e a presença da cultura negra no processo de formação da música
brasileira, suas referências artísticas, históricas, políticas e econômicas.
Impacto
Consolidação de registro de memórias, patrimônio cultural, da história e historiografia da
população negra catarinense na literatura científica, nos currículos educativos e nos acervos
bibliográficos; destaque do protagonismo da população negra a partir de espaços de
associativismo negro, ampliando espaços de diálogo em que seus saberes, memórias, culturas e
histórias sejam (re)conhecidos, visibilizados e efetivamente inseridos nos currículos educativos e na
comunidade em geral; concretização realização de debates, reflexões e rodas de conversa como
ampliação do alcance dos conhecimentos culturais sobre o samba como manifestação artística e
cultural, capaz de dar voz a comunidades marginalizadas, e sua importância no reconhecimento
e valorização de diversas vozes que compõem a população catarinense; aprofundamento dos
estudos da população negra e suas estratégias de resistência em Santa Catarina, da oralidade
ancestral e da decolonialidade.
Público
Público Interno da Universidade, Instituições Governamentais nacionais, estaduais e municipais,
Instituições Internacionais da América Latina, África e Europa, Organizações de iniciativa
privada e comunitária, Movimentos Sociais, Associações e Organizações Não-Governamentais,
Organizações Sindicais, grupos comunitários, entre outros.
Número de beneficiados: 3200
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