Vicente Concilio | vicente.concilio@udesc.br
O projeto propõe a circulação do espetáculo homônimo, com direção do Prof. Vicente Concilio, texto do dramaturgo catarinense Afonso Nilson e realização da La Vaca Companhia de Artes Cênicas, pelas cidades catarinenses como Florianópolis, Itajaí e Joinville. Desde 2001, o Prof. Vicente Concilio desenvolve pesquisas e práticas artísticas em unidades prisionais. Fundamentado nessa ampla pesquisa sobre artes cênicas em contextos de privação de liberdade, o projeto explora a relação entre teatro e prisão, especialmente o impacto do encarceramento feminino nas vidas atingidas, direta ou indiretamente, pela realidade prisional. No Brasil, onde a população feminina nos presídios aumentou 567,4% entre 2006 e 2014, os dados refletem a juventude negra como alvo principal do sistemapunitivo, com 67% das mulheres encarceradas sendo negras e metade delas com idades entre 18 e 29 anos. A peça explora esse cenário através dos embates entre as duas personagens da obra: uma agente prisionale a mãe de uma jovem detenta, evidenciando as consequências do encarceramento para quem está do lado de fora dos muros e as implicações de raça e gênero que atravessam o sistema prisional.
Impacto
O projeto propõe uma circulação artística que coloca em pauta questões urgentes sobre o sistema prisional brasileiro, com foco no encarceramento feminino. A partir da experiência do Prof. Vicente Concilio em contextos de privação de liberdade, o espetáculo propõe um olhar sensível e crítico sobre as consequências sociais, raciais e de gênero do aprisionamento, especialmente para mulheres negras e jovens. Em 2025, a encenação foi apresentada nas cidades de Florianópolis e Itajaí. ampliando o acesso à discussão sobre a seletividade penal, promovendo a conscientização do público sobre as múltiplas violências que operam dentro e fora dos presídios. Além disso, o projeto fortalece a produção cênica catarinense ao valorizar um texto de dramaturgo local e integrar artistas e pesquisadores engajados com temáticas sociais. Assim, “Revista Íntima” atua como um instrumento de diálogo e denúncia, contribuindo para a formação de um público mais crítico e socialmente consciente.
Público
Comunidade interessada em discutir a temática do cárcere por um viés abolicionista: artistas,
estudantes universitários e público em geral, que se interessem em debater a realidade do
encarceramento em massa que atinge a população mais vulnerável em nosso país, com ênfase no
impacto que recai sobre as mulheres.
Número de beneficiados: 1000
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